Processos de integração econômica regional: possibilidades de aplicação na América latina a través do exemplo da União Européia

INTEGRACAO ECONOMICA REGIONAL

             Hoje, decidi escrever um artigo em português sobre os processos de integração econômica já que acho que é muito importante para compreender aonde pode e deve ir a América latina, pois creo que a América latina pouco a pouco deveria implementar políticas regionais uniformes em conjunto. Por qué em português? É muito simples: o Brasil é o pais mais importante da região, e se não quiser avançar com este assunto, a região também não vai poder avançar. O Brasil, segundo eu, deve entender seu papel e fazer melhor uso da sua liderança no subcontinente para o bem comum.

Na primeira parte, vamos explicar o conceito de integração regional, para logo poder falar dos acordos e niveis de cooperação regional identificados desde um ponto de vista econômico. O objetivo é que a América latina em geral e o Brasil em específico compreendan as diferentes etapas para lograr uma cooperação e integração regionais similares a o que existe no seio da União Européia (UE).

               A creação da UE remonta aos anos 1950s, quando a França, a Alemanha, a Itália, os Países Baixos, o Luxemburgo e a Bélgica decidiram associar-se para acabar com a guerra. Ao longo dos anos, 22 outros países foram integrados, formando um bloco regional de 28 paises até agora.

O incremento do regionalismo constitui hoje em dia um dos aspectos mais importantes nas relações econômicas internacionais. Este fenômeno é generalizado á escala do planeta já que toca de maneira direta ou indireta o conjunto dos continentes. Na práctica, manifesta-se na criação de áreas econômicas integradas como a UE ou, mais simplesmente, encontra suas origens nos acordos de livre comêrcio como o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA em inglês), a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN em inglês) ou o MERCOSUL, que são os mais conhecidos. As razões do deslocamento para a integração econômica regional ainda são complexas de apreender. Em geral, justifica-se de duas maneiras diferentes: a aceleração do crescimento potencial que provoca e a globalização dos mercados que permite; o fato que representa uma resposta defensiva á formação doutros blocos comérciais ou econômicos.

A globalização é antes que tudo um processo de esquiva, desmorono e para terminar desmantelamento das fronteiras físicas e regulamentárias que obstaculizam a acumulação do capital á escala mundial. Falar do processo de integração econômica européia é fazer referência implícitamente á globalização, é evocar a predominância dum sistema econômico (o capitalismo) sobre o espaço mundial.

Também se manifesta no plano geopolítico. Com o colapso do bloco soviético, um dos maiores obstáculos á expansão do capitalismo desapareceu. Onde governos comunistas subsistem, como na China, é em parte por causa das políticas implementadas para a abertura á economia de mercado e ao fluxo de capitais. Em outros lugares, como na África e na América latina, a penetração do capitalismo está alentada de maneira sistemática pelas instituções financeiras internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) ou o Banco Mundial para promover a difusão da lógica de mercado – apesar de ir contra do processo de desenvolvimento sustentável.

Nos anos 1950s, a UE parecia ser uma exceção, porém desde uma vintena de anos o número de acordos comérciais aumentou no mundo. A integração regional é um fenômeno que toca paises geograficamente cerca, entre os quais as relações econômicas tendem a liberar-se das fronteiras políticas para favorecer a creação de mercados integrados. Sem importar a forma institucional da regionalização, o objetivo sempre é o mesmo: eliminar os obstáculos aos intercâmbios dentro da área. Em concreto: ou considera-se como um processo típicamente liberal, quer dizer, uma modalidade do processo de globalização que constitui uma etapa transitória que acelera os fluxos de intercâmbios internacionais e que cheva ao livre-comércio mundial; ou considera-se o reforço dos vínculos regionais como uma alternativa á globalização, ou seja, uma retirada dos paises membros em direção a um protecionismo disfarçado.

 

            Os acordos regionais outorgam a certos paises facilidades de acesso ao mercado interior que não se concedem aos outros paises. Em concreto, são acordos preferenciais discriminatórios, que podem chevar á integração de certas políticas – o que implica uma transferência de soberania para uma instância supranacional. É preciso destacar que o comércio entre os paises da América latina é muito baixo, apesar de ter muito potencial, pois falamos de um mercado de 615 millões de pessoas – um quinto mais que na UE – uma cifra que cresce muito rápido. Por isso, achamos que os paises da América latina deveriam organizar-se para alcançar uma maior cooperação intrarregional (seja económica, política, social, etc.), como no caso da UE, e usar este potencial para o desenvolvimento comum e mútuo.

Balassa, em sua teoria sobre a integração regional, define vários niveis de integração econômica que podemos classificar em sete niveis crescentes:

  • Associações e fórum de cooperação econômica: trata-se de uma associação de paises fundada numa lógica regional e intrarregional, que procura organizar uma cooperação entre os Estados em matéria de economia no sentido largo (políticas macro-econômicas, investimentos). Aquelas associações não se fundam em lógicas comérciais; fala-se então de “regionalismo aberto”, em oposição ao “regionalismo fechado”. No entanto, estes fórum podem também ter como objetivo a preparação da formação duma área de livre-comércio. Alguns exemplos são: a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Diálogo Ásia-Europa (ASEM em inglês), a Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC em inglês).
  • Acordos de preferência não-recíprocos: fundam-se na outorga unilateral a certos paises exportadores sem que os paises importadores obtenham ventagens equivalentes. Por exemplo, a UE abre seus mercados sem exigir reciprocidades imediatas a certos paises da Bacia do Mediterrâneo, da Europa central ou da África, Caribe e Pacífico (ACP).
  • Área de livre-comércio: é uma área onde os direitos aduaneiros e as restrições comerciais são abolidos entre os paises membros. Corresponde ao nível mínimo de integração, onde cada pais conserva a possibilidade de fixar direitos aduaneiros e quotas segundo os seus interesses próprios frente aos paises alheios á área de livre-comércio. Exemplos: o NAFTA, a Associação Européia de Comércio Livre (EFTA em inglês), a ASEAN.
  • União aduaneira: é uma área de livre-comércio onde os paises devem concertar-se para elaborar uma política aduaneira comum para os paises não membros. Implica a implementação duma taxa externa comum sobre as importações do resto do mundo, além do intercâmbio das receitas aduaneiras segundo as regras estabelecidas. Alguns exemplos são: o MERCOSUL – onde observam-se progressos no desenvolvimento do comércio e na vontade de desenvolver a democracia, porém a cooperação ainda sofre da pobreza relativa da área e da rivalidade política y econômica entre os dois grandes (a Argentina e o Brasil), a CAN, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC em inglês). Na UE, aquelas receitas alimentam o presupuesto comunitário.
  • Mercado comum: corresponde a uma união aduaneira que estende o acordo de liberalização aos fatores de produção (trabalho, capital financeiro, capital técnico). Constitui uma etapa dificil: o Tratado de Roma da UE, assinado em 1957, considerava a creação dum mercado comum que entrou na via de finalização com o Mercado único em 1993. O MERCOSUL considerava um mercado comum que ainda é incipiente.
  • União econômica: é representada pela harmonização das políticas econômicas nacionais no marco dum mercado comum. O objetivo é a definição de regras comuns para o conjunto das empresas e dos agentes econômicos concernidos. Os paises aceitam ter políticas macro-econômicas comuns (política orçamentária, política monetária). A união monetária implica a definição de paridades fixadas e revogáveis entre os paises da união. Pode ser possível e sustentável só se os Estados perderem a independência da sua política monetária, que então pode tornar-se comum. Na UE, a política monetária é definida pelo Banco Central Europeo (BCE).
  • Integração econômica total: constitui o maior grado da integração. É uma estrutura supranacional que, além da união econômica, precisa duma harmonização das políticas monetária, social, fiscal e conjuntural, cuja implementação é o fruto duma comissão á qual participa cada país membro. Considera-se que a UE atualmente está nesta etapa.

 

               Consideramos que as tentativas atuales de cooperação/integração regional na América latina como o MERCOSUL, a CAN o a Aliança do Pacífico não são suficientes. Precisa-se dum reforço das mesmas, pois achamos que não funcionam bem, e duma cooperação entre os blocos para a longo prazo harmonizar no mínimo as políticas económicas e formar um único bloco latinoamericano. É muito dificil, como o podemos ver com os problemas da UE, mas temos que considerar que sem esta união, os intercâmbios e o comércio entre seus membros seriam muito menores, e não teria o mesmo poder econômico que agora tem. Só temos que ver o que acontece com o Brexit: o Reino Unido procura desesperamente ter acceso ao mercado comum da UE já que está consciente dos benefícios. A América latina também deve ser consciente dos benefícios y avançar.

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¿Donald Trump, maldición o ganga para México?

photo-marcha-trumpHace poco más de un mes, Donald Trump se convirtió en el nuevo Presidente de EE.UU. Puso en marcha algunas medidas, sobre todo en cuanto a la inmigración hacía los EE.UU, y asistimos alrededor del mundo en general y en América latina y México en particular a protestas de gran amplitud. Trump ha manifestado públicamente y en repetidas ocasiones un gran desdén hacia América central y México, lo que por supuesto es intolerable. Sin embargo, no entendemos porque estos países ven esto como una nueva amenaza, pues desde la administración de Bush Padre se manifestó un menosprecio hacia la región, aunque claro no públicamente sino solamente en los hechos (la idea de la construcción de un muro a la frontera entre México y EE.UU no es nada nueva, pues ya está un muro desde hace más de dos décadas y siempre se han expulsado inmigrantes ilegales a México). Por ello, no entendemos bien porque la gente está tan amarga, pues la única diferencia realmente es que él pone palabras en sus actos y dice lo que piensa. Resulta que ser honesto ahora no es nada bueno, mejor seamos todos hipócritas.

A continuación no queremos seguir la moda y quejarnos del personaje, encontramos muy exagerada la manera de hacer de los periódicos, pues nos cansan a cada rato con artículos poco elaborados sobre lo que dice/hace Trump con el fin de descreditarlo. Tampoco vamos a hablar de su política hacia la región ALC como tal. Lo que sí vamos a debatir es el lado geopolítico desde el punto de vista de México y la oportunidad que constituye la llegada al poder del Sr. Trump para América latina en general y México en particular, pues en nuestra opinión no se trata de una maldición sino de una ganga.

Algo que me llamaba mucho la atención cuando vivía en México era el doble discurso de la gente – tanto los políticos, los economistas como la gente “común y corriente”. Se queja mucho de la proximidad, la colusión y la dependencia de México hacia los EE.UU, pero al mismo tiempo no se propone ninguna solución, como si no existiera ninguna alternativa o como si fuera solamente para quejarse. En México no se marcha por cambiar esta relación de poder a nivel doméstico, pero sí se marcha masivamente en contra de Donald Trump – que es un problema exterior a México.

Nos parece bastante interesante este asunto, pues creemos que en México no se entienden bien los conceptos de amistad y cooperación/relaciones internacionales y efectivamente lo que es importante para que el país pueda avanzar: Trump al poder en EE.UU no es muy relevante para México, o mejor dicho, lo es porque la gente quiere que lo sea y le da una importancia desproporcionada. Me explico: si los mexicanos están conscientes del desequilibrio y de la dependencia hacia los EE.UU, deberían marchar por un cambio en la política exterior de México y no por un cambio en la política exterior de los EE.UU. Lo que se necesita es una toma de consciencia y un cambio de paradigma.

Por su posición geográfica, México constituye un puente entre América latina y los EE.UU. No se trata de negar esto, aunque el país no parece estar consciente/asumir esta responsabilidad puesto que no hace nada para que las relaciones entre los EE.UU y ALC sean mejores. Su política y su economía están completamente dirigidas hacia los EE.UU, aunque no es algo recíproco. Por el otro lado, su cultura y su historia están muy entrelazadas con los países de América latina. En este sentido, se puede decir que su mente está orientada hacia los EE.UU y su corazón hacia América latina, y pues su mente le gana fácilmente a su corazón. Creemos firmemente que ya llegó la hora para que el país se decida por un cambio.

Además, pensamos que esta dependencia no-recíproca hacia los EE.UU es malsana, pues hay que mirar hacia otros horizontes. La cooperación política y económica con el resto de ALC es casi inexistente y los gobiernos sucesivos no parecen a favor de incrementarla: la Alianza del Pacífico es pura teoría, pues no existen iniciativas en su seno y hasta se paga una tasa de reciprocidad entre ciudadanos chilenos y mexicanos al ingresar por vía aérea al otro país. La creación de la Comunidad de Estados latinoamericanos y caribeños (CELAC), por su parte, constituye un gran paso hacia adelante, pero por el momento nada más es un foro de debate del cual tampoco emergen nuevas iniciativas a escala de la región ALC. México, por ser el país más dependiente de EE.UU en la región, debería presionar a los demás países para que se concrete una mayor cooperación y, diríamos nosotros, hasta debería proponer las bases para proceder a cierto nivel de integración a escala latinoamericana y caribeña.

Los EE.UU crearon el TLCAN (el NAFTA por sus siglas en inglés) con México y la OEA con ALC para tener cierto control sobre los asuntos internos de los países latinoamericanos y caribeños. No cabe duda que el TLCAN le haya hecho más daño que favor a México y que la OEA concretamente no haya servido de mucho. La cooperación en materia de lucha contra el crimen organizado y el tráfico de drogas está diseñada para servir los intereses de los EE.UU y no los de México y el balance de comercio está a favor de los EE.UU. Desde un punto de vista ajeno a la región, parece aberrante que México siga así. El futuro está con otros actores que no le van a imponer lo que quieran: en primer lugar están los países de ALC y en segundo lugar, la Unión Europea (UE). Cualquier país necesita un equilibrio, no puede estar dependiente de un solo país/región ya que luego no tiene palanca para cambiar la relación de poder, está sometido a las fuerzas que rigen su único socio y no puede decidir de su destino. Es contrario a la noción de globalización y es exactamente lo que pasa en el caso de México.

En este sentido, vemos dos herramientas en las cuales México debe apoyarse: primero, el Acuerdo Global que rige las relaciones entre México y la UE y que entró en vigor en el año 2000, y segundo la CELAC.

México es uno de los diez socios estratégicos de la UE a nivel mundial. Beneficia en este sentido de una cooperación especial con la UE que no aprovecha a su máximo, pues las relaciones están estancadas desde hace años. El Acuerdo Global entre México y la UE, que abarca muchos temas como la protección de los derechos humanos, la lucha contra la corrupción, la educación superior y la investigación científica, el medio-ambiente, etc., actualmente se encuentra en proceso de modernización para dar un nuevo impulso a esta cooperación. Recordamos que la UE es el mayor contribuidor extranjero a la cooperación al desarrollo de México mediante el financiamiento de programas y proyectos, además de ser el principal inversor extranjero en el país. También se organizan varios tipos de diálogos sectoriales (derechos humanos, etc.) y políticos de alto nivel (Comités Conjuntos, Cumbres, etc.).

Esta cooperación no es perfecta, pero la UE claramente es el socio extranjero de México que más está comprometido con la cooperación al desarrollo del país. La mayoría de esta cooperación es de un sólo sentido, viene del lado de la UE que literalmente proporciona dinero y consejos a México sin que México no tenga nada que hacer. Sin embargo, desde el 2014 la UE gradualmente ha empezado a cansarse de ver que México no está respondiendo bien a esta cooperación, pues parece que solamente quiere tomar el dinero de la UE – o sea de los contribuyentes europeos como yo – y ya. No le da nada en retorno a la UE. No queremos decir que tiene que otorgarle favores a cambio, pero por lo menos podría mostrar cierto grado de agradecimiento, lo que ni siquiera hace, pues toma y no da.

En cambio, ¿qué es lo que hacen los EE.UU para contribuir al desarrollo social, económico y político de México? ¿Otorgan financiamientos para mejorar la situación de los derechos humanos o combatir la corrupción? ¿Invierten millones y millones de dólares en el país? ¿Organizan diálogos sectoriales? ¿Financian proyectos de investigadores mexicanos de I&D? No, nada de eso. Exportan botellas de Coca Cola, papas fritas y Wal Mart ¡y aumenta la obesidad! Éste es el legado de los EE.UU en México. Entonces los EE.UU no contribuyen a nada, pero sí reciben todo el agradecimiento de México. ¿Será que los mexicanos son masoquistas? Además, estamos convencidos de que los lazos históricos, culturales y lingüísticos son mucho mayores con la UE que con los EE.UU. Esto también debe contar a la hora de elegir los socios.

Tienen que despertarse, mexicanos, porque en unos años más será demasiado tarde, la UE no querrá contribuir más al desarrollo de México ni reforzar los lazos porque habrá encontrado otros socios. Nos encontramos en un periodo clave en nuestras relaciones. Por favor, decídanse ahora antes de que sea demasiado tarde.

La cooperación con ALC tampoco se encuentra en una buena etapa, aunque es aún más importante que la con la UE. Los países de la región están frente a los mismos desafíos políticos, económicos y sociales – con ciertas diferencias y grados según los países, pero de manera general sí son similares. Si se considera que el mundo es globalizado y que las relaciones internacionales son inevitables y constituyen una respuesta a la globalización, entonces es sorprendente que la cooperación intrarregional no sea mayor.

Las exportaciones de los países ALC hacia el exterior se contrajeron de un 13% en el 2015 según informa la CEPAL, lo que significa que los socios habituales de la región como la UE pierden interés. Y aún peor, las exportaciones intrarregionales de ALC ¡se cayeron un 21%! Por ello, la integración intrarregional constituye una respuesta efectiva ya que tiene mucho potencial, debe de ser una prioridad para la región. Destaca la CEPAL que “[es necesario] que la región ponga mayor énfasis en el comercio intrarregional, en afianzar la implementación de la facilitación del comercio – para que bajen los costos del intercambio entre los países – y en la coordinación y negociación en bloque frente a los grandes jugadores comerciales internacionales”. Creemos que México, por ser uno de los países más grandes, poblados e importantes de la región, debe mostrar el camino y guiar a los países más pequeños. Eso está en el interés de todos.

No consideramos que la Alianza del Pacífico sea una buena respuesta a este problema, pues abarca solamente a cuatro países. El futuro de ALC no se encuentra en las tentativas de organizaciones subregionales como MERCOSUR, SICA, ALBA o CARICOM tampoco, sino en la CELAC, conformada por los 33 países de ALC. Las demás tentativas sólo pueden constituir pasos hacia la integración regional ya que un bloque de países, al tener una posición común, sí puede llegar a un acuerdo más amplio con otro bloque y hacer de la integración regional un éxito, pero en ningún caso constituyen una solución a largo plazo. Por el momento, confiamos que la CELAC puede convertirse a medio plazo en una alternativa a la OEA sin la tutela de los EE.UU. Hay que avanzar teniendo esta idea en mente. Mientras se concretan las organizaciones de integración subregionales, es lo a que debe apuntar la CELAC.

La UE, en este sentido, lo ha entendido desde la creación de la CELAC en el 2010 y por ello incita la cooperación en su marco al mantener diálogos de alto nivel CELAC-UE, pues es la única manera de negociar de igual a igual y restablecer el desequilibrio estructural de una cooperación/un acuerdo entre un país como México y un bloque como la UE.

Por la dignidad de México, aléjense de los EE.UU e incrementen la cooperación intrarregional con ALC e interregional con la UE. Creen puentes con el mundo y no solamente con su vecino. #RespetoMéxico.

La Présidence slovaque marquée par le désintérêt envers l’Amérique latine et un émoticône qui se transforme

La Slovaquie est actuellement (1 juillet – 31 décembre  2016) Président du Conseil de l’Union Européenne. Pour cette raison, il apparaît intéressant de savoir si pendant sa présidence il y aura ne serait-ce qu’un peu d’intérêt envers les pays latins d’Am20160701-SKpresidencyBannerérique.

Spécifiquement, je pense que les pays périphériques devraient travailler ensemble et se connaître plus entre eux. Je ne pense pas qu’il soit bon que ces types de pays restent dans leur (s) micro-région (s) – par exemple les Balkans, les Caraïbes, l’Amérique du sud – de telle sorte que les informations reçues concernent exclusivement le pays en question, voire le pays ainsi qu’un autre pays plus puissant mais toujours dans le même ensemble géographique : Chili-EUA [1], Argentine-EUA, Mexique-EUA, Slovaquie-UE-Allemagne, Irlande-UE-Royaume uni, etc.

Comme je viens de le dire, je crois que les pays périphériques devraient collaborer plus et de manière plus constante, en évitant les divisions et la création de nouvelles organisations, et surtout sans l’intervention d’un pays puissant. Cela donnerait grosso modo la connaissance et le flux d’informations Chili-Mexique-Colombie-Pérou (au niveau régional), ou Mexique-Chili-Colombie-Pérou avec Roumanie-Slovaquie-Irlande-Bulgarie (au niveau birégional) par exemple.

Les objectifs de l’UE sont fixés par tous les pays membres (dans l’idéal :P, mais on ne sait jamais vraiment dans quelle mesure et jusqu’à quel point), et la question latino-américaine sera toujours présente dans la politique extérieure européenne. Néanmoins, le pays qui a la présidence peut mettre l’accent sur certains sujets, ce que nous pouvons apercevoir facilement.

Cet article va commencer par traiter l’intérêt historique de la Slovaquie pour les pays latino-américains. Ensuite, nous étudierons les objectifs de la politique extérieure de la présidence du Conseil de l’UE,  et nous terminerons par une petite conclusion.

L’approche de la Slovaquie avec les pays latino-américains s’est historiquement constituée autour de l’étude des langues. Nous pouvons diviser cette approche en deux périodes :

Avant 1989 : Cuba est la fenêtre du monde hispanophone. [2]

– Il y a un réseau d’Ambassades slovaques distribué en Amérique latine (19 en total).

– Cuba a une place géostratégique de par le fait qu’elle constitue le point de contact avec le monde latino-américain.

– L’Espagnol est enseigné dans 5 universités et quelques écoles secondaires.

– En 1980, l’Université de Comenio établit une Licence de portugais.

– À cette époque-là,  il y avait un total de 350 ouvriers ibéro-américains en Slovaquie.

– Les études ibéro-américaines se cantonnent aux études linguistiques et philologiques.

 

Après 1989 : la fin de la Guerre Froide, la chute de Cuba et la puissance de l’Espagne.

– L’intérêt slovaque pour les thèmes latino-américains diminue car il y a une volonté de connaître plus l’Europe occidentale et les États-Unis.

– Pour cette dernière raison, la Slovaquie continue à s’intéresser à la péninsule ibérique européenne, mais pas au sous-continent américain.

– Par contre, la démocratisation appuie les relations individuelles et informelles.

– A cette époque-là, l’Institut bilingue slovaque-espagnol est établi.

 

La Slovaquie – l’UE et la stratégie extérieure

Malheureusement, nous pouvons dire que la première perception que nous avons de la situation est qu’il n’y a pas un intérêt évident pour les pays hispanophones. La page officielle (www.eu2016.sk)  n’est pas en espagnol, elle est exclusivement dans les langues de travail de l’UE  (allemand, anglais et français). Je comprends qu’il soit impossible de faire la page dans toute les langues, mais ce serait un fort symbole que d’avoir un petit message de bienvenue en espagnol.

Selon sa page officielle, la Slovaquie cherche une Europe pleinement engagée sur la scène mondiale. Toutefois, cette idée se concentre sur les pays voisins de l’Europe de l’Est et les pays atlantiques – nous pouvons traduire “atlantiques” par le Canada et surtout l’Amérique ; pour les latino-américains, “l’Amérique” c’est les États-Unis : nous nous trouvons dans une époque dans laquelle “Amérique” n’est pas un terme forcément très bien vu par l’opinion publique et du coup, il a fallu trouver un terme équivalent, transatlantique.

Ensuite, le renforcement des relations avec les pays stratégiques – c’est-à-dire les pays qui font partie de l’OTAN – constitue une autre priorité. Pour l’UE, travailler étroitement avec cette organisation est la garantie d’une participation pleine de l’UE sur la scène mondiale. Selon moi, ce point est directement lié aux actions dangereuses et menaçantes de la Russie envers les pays d’Europe Centrale et les pays baltes.

Troisième point, les priorités sont marquées par la sécurité et la défense, en passant par  les menaces hybrides [3]. Les menaces hybrides sont ainsi devenues les plus importantes de toutes les menaces. Cette idée peut comprendre des choses relativement basiques (des situations auxquelles nous sommes confrontés tous les jours), comme le flux d’informations, la publicité/la propagande, les manifestations pour exiger des droits, les regroupements pour partager des idées,  les applications pour les smartphones, les cyberattaques, etc. Les menaces hybrides sont cependant une idée très vague : pour l’Amérique latine, une idée dangereuse peut par exemple être une idée liée à la corruption du gouvernement du Mexique, qui peut invoquer une menace hybride lorsqu’une situation n’est pas dans les intérêts d’une personne en particulier ou d’un groupe de personnes au pouvoir. Cette idée de menace hybride ne serait pas différente en Europe.

Dans un quatrième temps, la Slovaquie travaillera autour des objectifs du développement dans le cadre de l’Agenda 2030 de l’ONU, ce qui implique l’articulation des dimensions intérieure et extérieure de cet agenda. Par contre, la présidence souligne une nouvelle fois l’importance d’une interconnexion des politiques de sécurité et de développement économique, social et environnemental.

La question des liens qu’ont les partenaires avec le pays qui a la présidence du Conseil de l’UE est aussi présente. Nous pouvons clairement voir sur la page officielle diverses entreprises : parmi les plus connues figurent Peugeot, Citroën, Orange, Microsoft, etc. Nous sommes dans un monde où toutes les activités du gouvernement sont sponsorisées et où la relation du gouvernement avec le secteur privé n’est pas cachée. D’un coté c’est bien que cette situation soit rendue publique ; par contre, j’espère que ces compagnies ne sont pas les seules à obtenir des privilèges pour le simple fait d’être partenaires.

Finalement, je voudrais souligner que le logo de la Slovaquie semble très positif et souriant (et pour cause, il s’agit d’un émoticône). Toutefois, la page mentionne que le logo peut changer de visage. Nous verrons ainsi si le smiley sera toujours heureux et s’il travaillera pour la population, ou si la Slovaquie va nous montrer un faux visage, c’est-à-dire un masque. Un masque qui a une stratégie internationale marquée par sa localisation, la défense, les relations transatlantiques, le privé et l’éloignement de l’Amérique latine. Peut-être même trouverons-nous un émoticône fâché.

[1] Les États-Unis d’Amérique

[2] Lenghardtová, Jana, Los estudios iberoamericanos en Eslovaquia, “Revista Europea de Estudios Latinoamericanos y del Caribe”, 27 de abril de 2002.  http://www.cedla.uva.nl/50_publications/pdf/revista/72RevistaEuropea/72_Lenghardtova.pdf

[3] La guerre hybride est un conflit lié à des menaces intérieures ou extérieures d’un pays, où plusieurs types d’hostilités sont utilisés simultanément : des forces militaires conventionnelles, une tactique de forces militaires irrégulières, ainsi que des activités illégitimes visant à déstabiliser la situation.

En donde se mueve la relación UE-ALC para el cambio climático: la Convención Marco de las Naciones Unidas sobre el Cambio Climático (CMNUCC)

imagen CMNUCC

El modelo que se presenta es – en forma resumida – el funcionamiento del CMNUCC. Hay que recordar que su negociación finalizó a principios de los años 1990s y que estará cargada del contexto histórico del momento, es decir el fin de la Guerra Fría.

Por lo menos, ubicamos tres tipos de actores: los países desarrollados (integrado por los países miembros de la OCDE del momento), las economías en transición, y los países en desarrollo, lo que se puede interpretar así: los países del primer mundo son los capitalistas, los países del segundo mundo constituyen los comunistas, y los del tercer mundo que intentaban no estar alineados.

Me gustaría resaltar que el documento que se presenta es importante para el diseño de los programas en la lucha contra la amenaza (usando el vocabulario actual) del Cambio Climático entre Europa y América Latina.

Si recordamos que los regímenes estarán compuestos, según Steph Krasner, por los principios (que son las creencias fundamentales), las normas (los estándares de comportamiento, los derechos y obligaciones), las reglas (las prescripciones de la actuación), y el procedimiento de toma de decisión, todo lo anterior se puede apreciar en el CMNUCC.

Retomando el modelo en la parte arriba, el círculo mayor representa la CMNUCC, y dentro tenemos los actores Estatales que están presentes acorde a los tres tipos ya mencionados. Los números del cuadro a la izquierda son los tres principales compromisos, la imagen está acompañada por flechas para indicar que hay actividades por ambos lados o por lo menos la propuesta de actividades (<–>), exceptuando la flecha de la acción tres (–> que es en un solo sentido) – la cual señala los compromisos de los países desarrollados y hace referencia a los apoyos financieros a los países en desarrollo: de hecho, la CMNUCC da a entender que sin este apoyo no se lograrán los objetivos. Por ello, recalco el apoyo financiero.

Todos los actores están interconectados con el compromiso uno (<–>). Es una representación idealista de cooperación, ya que el diseño no manifiesta la lucha por el poder, el interés nacional, o el establecimiento de alianza. Además, se mantiene la presencia central del Estado: se podría interpretar que todos deberían realizar las mismas actividades, investigación, información, difusión, adaptación, mitigación, entre otros.

El compromiso tres (–>) señala el predominio de los países desarrollados, que se puede interpretar como la propagación del Savoir-faire y que limita el acercamiento de los países en transición (ex países del bloque comunista) con los países en desarrollo. Además, no se ofrece el apoyo financiero a los países en transición, lo que significa que estos tienen una posición de limbo, en que no intervienen, y no intervienen en ellos.

En el modelo también se intenta representar las organizaciones no gubernamentales (ONG), las Organizaciones Internacionales (OI), la iniciativa privada (que se puede manifestar en un formato de fundaciones u otro tipo de ente, que la creatividad humana pueda desarrollar en su beneficio), u otros actores (ahora hablamos un poco de la gobernanza del cambio climático) que estén interesados o implicados en el tema.

Estas unidades tienen una distancia con respecto al círculo principal: mientras más cerca estén del centro, tienen un mayor grado de participación o interés en las negociaciones con la CMNUCC. Se pueden manifestar por lo menos en dos formatos: en consorcios, o por separado. Además, pueden inducir su posición por medio del lobbying, en particular las compañías (o fundaciones). Hay que indicar que están fuera del régimen y que se manifiesta cierto grado de anarquía, es decir sin principios, sin reglas, sin normas y sin procedimientos.

Para actualizar un poco más el modelo, dentro de los tres tipos de estados, puede haber estados más permeables o impermeables a las actividades e intereses de las unidades ya mencionadas, como son las ONGs, las OIs, o la iniciativa privada, un hecho que no es exclusivo de los países en desarrollo.

La mirada de un latinoamericano en la Unión Europea

Pienso que más correcto hablar de latinoamericano que de mexicano,  siendo que en la actualidad las regiones serán uno de los principales actores en la escena internacional; bien podría hablar de pacifeño como un gentilicio para los habitantes de la Alianza del Pacifico (¡otro intento de integración!), pero prefiero retener el slogan de la Unión Europea <<La unión en la diversidad>>.

Mi primer contacto real, más allá de los libros, revistas, periódicos, internet, fue en Irlanda, en el día a día podía apreciar la UE no solo por el discurso sino en la vida cotidiana. La Isla esmeralda con gente que llegaba de toda Europa para estudiar inglés, recién llegados de los nuevos miembros del club, Europa Central (ya no era más Europa del este, ahora es Europa Central, tal vez decir Europa del este tiene connotaciones peyorativas o escalofriantes) como Polonia o República Checa, sin embargo, no solo venían de Europa Central sino también de España e Italia. Una torre de babel en Dublín en donde todos los europeos tenían facilidad de estudiar, trabajar y colaborar con el crecimiento del país.

Europa con religiones diferentes llámeseles ortodoxos, protestantes, anglicanos, católicos; con lenguas de distintas familias, germanas, latinas, eslavas, helénicas  (vaya se complica el tema entre religiones y lenguas) y a este cultivo, hay que agregarle una pisca de nacionalismos (ahora parece que hierve) o si hablamos a nivel racial (si este existe en la actualidad propiamente dicho) por ejemplo eslavos, latinos, germanos, sajones, etc. etc. etc. a pesar de todo lo anterior, es una muestra de la condición del continente Europeo, que lograron reunirse ponerse de acuerdo y salir adelante.

Oh América Latina!, en términos generales somos católicos, hablamos español o portugués que es la misma familia de una lengua latina pero estamos llenos de fronteras ideológicas, físicas o raciales y que borran ese mismo origen formativo de bien podría ser la colonización española. En algún momento fuimos un solo “país” (para bien o para mal), América Latina no tiene países fuertes o débiles todos son iguales pero nos gusta crear enemigos, retener fantasmas o  conservar “colonizadores” ya inexistentes y que únicamente se encuentran en libros de historia.

En Europa, cada país está inmerso en una serie de divisiones si seguimos con el ejemplo de Irlanda que cuenta con dos idiomas oficiales celta e inglés, dos religiones que provoco una división del país entre católicos y protestantes, pero no están inmersos en un irlanismo, también tienen conocimiento de lo que pasa más allá. En América Latina, nuestras divisiones internas no nos dejan ver a otros lados, indígenas, mestizos o “europeos” (ya no son más europeos, son latinoamericanos, pero nosotros seguimos alimentando esta idea) y otras divisiones reales o inventadas para centrarnos en nosotros mismos y no ver lo que se encuentra del otro lado de las fronteras reales e inventadas.

Antes de finalizar, me gustaría recordar que en Irlanda me dieron la bienvenida más improvisada a Europa, un país con gente siempre hospitalaria; en un supermercado, una señora se me acercó y me dijo –Welcome to Ireland – esas palabras cortas y fuertes a la vez, crean amistades eternas. La gente desea platicar, conversar contigo y contarte se du país; todo esto, es para mí es la UE, un lugar que acepta, recibe y convive con gente que tiene diferentes maneras de pensar, esta es la imagen que seguiré guardando,  que me inspiró a estudiar,  atender, comprender, analizar el viejo y renovado continente.

El 9 de mayo puede ser un momento de reflexión para nosotros los latinoamericanos; la Unión Europea  que atraviesa por problemas de diversa índole políticos, económicos y sociales, seguirá adelante, los europeístas (y su antítesis, los que se van por el lado del escepticismo) siempre han podido criticar el sistema y mejorarlo; la gente no guarda silencio, todos opinan, hay autocritica, algunos más radicales que otros pero es aquí en donde se encuentra su riqueza.

La UE siempre ha atravesado por momentos difíciles, la crisis no es nueva, lo que se manifestó, se manifiesta y se manifestará y al final encontrará una solución, una respuesta o el tiempo la borrará, y saldará fortalecida; sin embargo, todo avanza poco a poco, no es fácil poner de acuerdo, sentar a la mesa 28 países que desean tener presencia en cada una de las negociaciones y un poco del interés de las empresas privadas que afecta, perturba, ralentiza, sofoca u olvida algunos temas de la agenda Europea (pero los intereses de la iniciativa privada es un tema que se tratara en otro momento).

La cooperación práctica entre la Unión Europea, México y América Central en el marco de la ruta de los emigrantes

La ruta de los emigrantes de América Central y México hacia los Estados Unidos de América es un tema complejo. Mientras los países de América Central están subdesarrollados y devastados por la pobreza, la desigualdad social y la violencia, México sigue siendo un hostspot y un país de tránsito obligatorio para llegar a los EE.UU. Podemos considerar además que México no logra contener la inmigración en su territorio – aunque es un país en desarrollo, el nivel de ayuda a los inmigrantes sigue siendo insuficiente. Los EE.UU., por su parte, tienen una política estricta – incluso construyen muros a la frontera – y no quieren manejar estas poblaciones, lo que resultó en 2015 en más aprehensiones por las autoridades mexicanas que estadounidenses. Cabe destacar, para plantear un poco la situación, que en 2015 llegaron tantos centroamericanos como mexicanos – la guerra contra el narcotráfico en El Salvador tuvo mucho que ver con esto. Este giro seguro va a marcar un cambio en la manera de manejar la crisis: los países de América Central no van a poder esconderse detrás de México y el pretexto de que se trata de una crisis que tiene raíces mexicanas por la mayor cantidad de emigrantes provenientes de este país. Este equilibrio de los flujos de América Central y de México se vio venir desde años, pero es obvio que se convirtió más y más en un problema típicamente regional y no nacional a lo largo de los años. Las estrategias para combatir esta emigración ilegal y garantizar los derechos humanos de estas personas hasta ahora han fracasado, y es importante que se redefina un nuevo planteamiento para poner en marcha nuevas políticas, y sobre todo una cooperación internacional mayor y más eficaz. Se requiere de proyectos y decisiones comunes.

Para ayudar, la Unión Europea cofinanció hace un par de años varios proyectos de cooperación con autoridades y Organizaciones de la Sociedad Civil (OSCs) de México y América Central para garantizar la protección de estas personas vulnerables. Estos proyectos han tenido un impacto relativamente bueno, pero el hecho de que una entidad ajena al problema intente mejorar la situación es una muestra más de que las autoridades de los países involucrados no hacen su deber primario, que consiste en garantizar los derechos humanos de todas las personas.

Son estos proyectos que vamos a abordar: la cooperación práctica entre la UE y América Central y México en el marco de la ruta de los migrantes.

 

El primer proyecto que vamos a ver se llamó “Protección y promoción de los derechos humanos de las personas migrantes en tránsito, desde la gestión local y a través de la articulación de organismos públicos de derechos humanos y de Organizaciones de la Sociedad Civil”, y se desarrolló entre el 2013 y el 2015 en México, Honduras, El Salvador y Nicaragua. La autoridad a cargo de implementar este proyecto de cooperación fue la Comisión de Derechos Humanos del Distrito Federal (CDHDF) – que ahora corresponde a la Ciudad de México – con socios en los demás tres países. Este proyecto formó parte de una convocatoria con base temática – es decir en un campo definido pero abierta al mundo entero – con un financiamiento muy importante.

A los inicios en 2013, las expectativas fueron altas, y aunque se trató de un proyecto complicado por el tipo de los socios involucrados – algunos de los socios en México fueron comisiones estatales de derechos humanos que oficialmente son independientes del gobierno federal, pero que en la práctica reciben fondos del mismo gobierno y deben rendir cuentas de lo que hacen a este donante – el gobierno como tal no tenía palabra decisiva. Sin embargo, dos socios tuvieron que apartarse del proyecto por esta misma razón. Por lo general, en México fueron OSCs las que participaron del proyecto, lo que en un país con tanto crimen organizado y corrupción a todas escalas de la sociedad no puede ser nada malo. En los tres otros países, fueron fiscalías. Ahora bien, ¿porque este proyecto fue tan importante? Es sencillo: al apoyar la iniciativa, la UE apoyó e involucró un bloque regional y no solo un país, lo que manda la señal de que se trata de una problemática fundamentalmente regional, que los actores de los países tienen que manejar juntos y no con base de dispositivos nacionales como ha sido el caso hasta ahora, pues la cooperación entre estos países ha sido insuficiente, lo que ha generado la crisis actual.

Tratándose de un proyecto regional, la interculturalidad fue abordada en el transcurso del proyecto. Los dos objetivos fueron los siguientes: el fortalecimiento de las capacidades institucionales de las OSCs y de los organismos públicos; y la implementación de estrategias para reducir el nivel de vulnerabilidad de las personas migrantes en tránsito en México. Destacaron particularmente en este proyecto la creación de una red de OSCs con el fin de desarrollar mecanismos de defensa transnacional, permitiendo así un mejor seguimiento de los nacionales de cada país en la totalidad de la ruta; y una campaña de sensibilización de la sociedad mexicana para disminuir las discriminaciones en contra a los migrantes. Otra acción básica pero que tuvo su importancia: la creación de un número de teléfono de emergencia para las personas migrantes con el fin de mejorar el tiempo de reacción de las autoridades. Estas acciones, aunque en apariencia básicas, no existían de manera coordenada entre los países.

El punto débil de este proyecto residió en su fuerza, es decir el carácter transnacional: en efecto, el objetivo mayor fue capacitar a los defensores de derechos de las personas migrantes. Esto implicó que cada actividad/seminario se desarrollara en una sola ciudad, y lo complicado entonces fue suscitar el interés de los socios provenientes de los demás países: por ello, ¿cómo capacitar a defensores hondureños en la ciudad de México por ejemplo? Esto hubiera implicado muchos costos, lo que en el marco del proyecto se tradujo en el desinterés de varios socios centroamericanos, cuyos costos de viaje no fueron contemplados en el presupuesto del proyecto. Es decir, no quisieron gastar su propio dinero – aunque sabemos que una fiscalía sí puede obtener dinero cuando lo necesita. La primordialidad del carácter transnacional se debe de entender por todos los países, y todavía no parece ser el caso. En este sentido, la UE no puede financiar iniciativas, cuyos socios no se involucran si una entidad ajena no les proporciona literalmente todo. No puede forzar entidades que no quieren asumir su deber.

Además, y probablemente sobre todo, este proyecto tuvo un objetivo mayor: fue importante para los intereses estratégicos y económicos de la UE, que busca penetrar el mercado latinoamericano en su conjunto al querer negociar acuerdos y diálogos bloque a bloque y no de país por país – aunque se enfrenta a la reticencia de los países latinoamericanos. Este proyecto le dio mucha visibilidad en varios países que forman parte del SICA, un bloque de integración regional de América Central. En este sentido, el objetivo de la cooperación al desarrollo de la UE tiene intereses económicos, pues no ayuda a los países solamente por generosidad, necesita un retorno de la inversión. La prueba es que para el periodo 2014-2020, la UE decidió interrumpir la ayuda al desarrollo con varios países de la región, y no apoyará los derechos humanos en los países de renta media alta – de los cuales México forma parte – pues considera que estos países pueden hacerse cargo de esta temática. Es decir, esta decisión es motivada por razones económicas. Cuando uno conoce la realidad mexicana – o de cualquier país de renta media-alta de América latina – parece una aberración vincular la protección de los derechos de las personas con el poder económico.

 

En el mismo periodo, la UE cofinanció dos otros proyectos en México, con base geográfica  – es decir que una convocatoria general se lanza en un solo país o en una región en especial, por oposición a la base temática. Los montos otorgados a cada proyecto son mucho menores, privilegiando la escala local y/o estatal en el caso de un país federal como México.

Uno de estos dos proyectos, intitulado “Apoyo y protección a defensores de las personas transmigrantes en situaciones de alto riesgo en Guanajuato” lo llevó a cabo la Organización Internacional No-Gubernamental (OING) Oxfam México entre el 2014 y el 2015. Los dos objetivos fueron prestar apoyo y protección a los defensores de las personas transmigrantes, para reforzar su capacidad de llevar a cabo su labor; y aumentar las capacidades y la seguridad de las casas de migrantes y defensores de las personas transmigrantes que operan en contexto de alta inseguridad en el Estado de Guanajuato. Guanajuato, por su información, es un lugar tanto de origen como de tránsito hacia el Norte.

Se organizaron, entre otras actividades, acciones de sensibilización de la población local a los problemas a los cuales se enfrentan los migrantes; espacios de diálogo y de colaboración entre OSCs, actores locales, municipales, y nacionales; y se fortaleció la red nacional de casas de migrantes – poniendo así la comunicación y la sensibilización en el centro del proyecto. Hay que destacar aquí que la sensibilización es muy importante ya que en 2013, el 40% de la población mexicana desconfiaba de las personas migrantes de América Central.

Este proyecto fue importante ya que proporcionó apoyo y visibilidad a dos casas de migrantes – que son probablemente los únicos lugares donde los migrantes pueden ir a pedir ayuda y descansar en una ruta que sigue siendo extremadamente peligrosa (frontera con Guatemala, tren La Bestia, y las dos masacres de San Fernando por mencionar unos lugares). Sin embargo, el organismo responsable del proyecto, Oxfam México, no es una casa de migrantes, y tampoco es una OSC mexicana. Esto nos muestra dos cosas: primero, el marco legal en México es una aberración, pues las OSCs de derechos humanos tienen que estar inscritas al Registro Federal de las Organizaciones de la Sociedad Civil para poder recibir fondos públicos, pero eso les obliga a pagar impuestos sobre las donaciones que reciben – para aclarar las dudas esto concierne las OSCs de derechos humanos, casi de ningún otro campo, lo que demuestra la poca consideración que se les otorgan a los derechos humanos en México. Muchas de las OSCs no pueden pagar impuestos, y así no constituyen OSCs, impidiéndoles recibir fondos públicos.

La segunda crítica es para la UE: se creó en el 2013 una base de datos que lista las OSCs mexicanas de derechos humanos – no solo las que están inscritas al Registro Federal, sino todas aquellas que hacen el trabajo de una OSC. Hubiera sido bastante fácil hacerlo unos años antes de que la UE decida no apoyar más los derechos humanos para ir esquivando la ley mexicana que prevé que las OSCs que no están inscritas al Registro Federal no pueden recibir fondos públicos, porque aquí hablamos de fondos mexicanos y no internacionales. En este sentido, le faltó a la UE una reacción más rápida y un marco menos rígido – como siempre pasa desafortunadamente.

 

Lamentablemente, la UE no ha apoyado en los últimos años proyectos geográficos en otros países de la región en cuanto a esta ruta migratoria. Hubiera sido interesante ver el tipo de acciones que se hubieran desarrollado, por ejemplo: sensibilización a los peligros que corren los emigrantes en la ruta, implementación de procesos de seguimiento de los emigrantes, creación de redes, implementación de políticas entre países o escalas de un mismo país (nacional, regional, municipal, local), etc. Esto nos indica que la UE considera, como en muchas otras áreas, que abordar un problema desde la raíz no es esencial, o que para ella la emigración ilegal desde los países centroamericanos no es el problema. La UE tiende a trabajar en los problemas cuando no los puede negar, en este caso probablemente hasta que la ayuda de su Dirección General DEVCO (cooperación internacional para el desarrollo) se vuelva en un trabajo para su Dirección General ECHO (ayuda humanitaria y protección civil). En nuestro caso, México constituye la punta del iceberg, y se ve. América Central es la base, está sumergida, y no se ve. Mientras se la mantiene sumergida, no se va a ver. En fin: con el tiempo el iceberg entero se va a hundir si no se hace nada.

El interés de la Unión Europea (UE) por América Latina o el interés de América Latina (LAC) por la Unión Europea

Este es el primero de una serie de artículos que tienen por objeto realizar un análisis u ofrecer puntos de vista  de la relación birregional entre la Unión Europea y América Latina, para motivar el debate y el interés entre ambas regiones.

 Como nuestro título lo señala, ¿La Unión Europea sigue interesada por América Latina? o también nos deberíamos de preguntar si ¿América Latina sigue interesada por la Unión Europea? A pesar de los vínculos culturales que pueda tener Europa con el continente Americano, la complejidad de los problemas actuales limitan este acercamiento.

 En términos generales podemos destacar dos tipos de fenómenos que frenan la relación birregional: los de carácter endógeno y exógeno.

El lema de la UE fue <<Unión en la diversidad>> misma que es evidente no solo por la cantidad de países que integran el organismo, sino al interior de cada uno de los miembros, lo que genera una relación muy compleja. El ejemplo más palpable es adoptar como lengua oficial como el catalán o el celta, aunque hay muchas otras que no han sido adoptadas.

Geográficamente se identifican cinco regiones: norte, central, sureste, oeste y sur. Las cuales se van modificando a través del tiempo como consecuencia de los intereses geopolíticos de un contexto determinado. Por ejemplo, el peso político de incluir dentro de Europa Central a países que durante la Guerra Fría formaban parte de Europa de Este: Polonia, Hungría, Eslovaquia, Rep. Checa (antes Checoslovaquia).

Desde 2004 con la entrada de los países que estaban en la esfera de influencia de la Unión Soviética modificaron los intereses de la UE. Los nuevos miembros desean abordar en el seno de las Instituciones Europeas los temas relacionados a su desarrollo y los temas que tengan que ver con su frontera más próxima. Para ello, Polonia se convierte en un actor fundamental, que adoptará una estrategia atlantista y Rusia se convierte en una amenaza.

Podemos agregar, la crisis económica que afecta a los países periféricos de la Unión, misma que coadyuvó a dar un lugar de importancia a los movimientos euroescépticos y que afecto la confianza en las instituciones.

Para América Latina, los factores endógenos podemos enlistar son las crisis sociales, económicas y políticas; que no son exclusivas de países de izquierda o derecha, se presentan con diversos matices: la pobreza, la corrupción, la educación, entre otros, aunque la más destacada: es el narcotráfico que tiene un lugar dominante en todos los medios de comunicación.

Ahora bien, los factores exógenos que afectan el interés de la UE y LAC tenemos: la creciente importancia de China en la escena internacional y como actor que provocaría la continuación de la Gran crisis. China amplía su presencia en África y en América, en esta última con diferentes grados de penetración.

La presencia de los Estados Unidos de América, LAC es su región de influencia por excelencia; los países de latinoamericano no podrán avanzar si no mantienen la línea propuesta por los Estados Unidos y, si esta no es acatada por un país, puede llevar a represalias; el ejemplo más representativo hasta hace poco fue Cuba y en la actualidad Venezuela. Además, una política de divide y vencerás es llevada a cabo, misma que se observa con los numerosos y diversos intentos de integración.

A pesar de lo anterior, la Unión Europea no desea perder su lugar geoestratégica en LAC y esta última quiere continuar en los programas de cooperación de la Unión que se traducen en Inversión Extranjera Directa. Desde este punto de vista parece una estrategia de ganar-ganar.

Para concluir, el contexto interno e internacional no es tan favorable para ambas Partes. La atracción entre ambas no es estable y se tiene que trabajar para lograrlo y así construir bases más sólidas y en particular en América Latina.