Processos de integração econômica regional: possibilidades de aplicação na América latina a través do exemplo da União Européia

INTEGRACAO ECONOMICA REGIONAL

             Hoje, decidi escrever um artigo em português sobre os processos de integração econômica já que acho que é muito importante para compreender aonde pode e deve ir a América latina, pois creo que a América latina pouco a pouco deveria implementar políticas regionais uniformes em conjunto. Por qué em português? É muito simples: o Brasil é o pais mais importante da região, e se não quiser avançar com este assunto, a região também não vai poder avançar. O Brasil, segundo eu, deve entender seu papel e fazer melhor uso da sua liderança no subcontinente para o bem comum.

Na primeira parte, vamos explicar o conceito de integração regional, para logo poder falar dos acordos e niveis de cooperação regional identificados desde um ponto de vista econômico. O objetivo é que a América latina em geral e o Brasil em específico compreendan as diferentes etapas para lograr uma cooperação e integração regionais similares a o que existe no seio da União Européia (UE).

               A creação da UE remonta aos anos 1950s, quando a França, a Alemanha, a Itália, os Países Baixos, o Luxemburgo e a Bélgica decidiram associar-se para acabar com a guerra. Ao longo dos anos, 22 outros países foram integrados, formando um bloco regional de 28 paises até agora.

O incremento do regionalismo constitui hoje em dia um dos aspectos mais importantes nas relações econômicas internacionais. Este fenômeno é generalizado á escala do planeta já que toca de maneira direta ou indireta o conjunto dos continentes. Na práctica, manifesta-se na criação de áreas econômicas integradas como a UE ou, mais simplesmente, encontra suas origens nos acordos de livre comêrcio como o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA em inglês), a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN em inglês) ou o MERCOSUL, que são os mais conhecidos. As razões do deslocamento para a integração econômica regional ainda são complexas de apreender. Em geral, justifica-se de duas maneiras diferentes: a aceleração do crescimento potencial que provoca e a globalização dos mercados que permite; o fato que representa uma resposta defensiva á formação doutros blocos comérciais ou econômicos.

A globalização é antes que tudo um processo de esquiva, desmorono e para terminar desmantelamento das fronteiras físicas e regulamentárias que obstaculizam a acumulação do capital á escala mundial. Falar do processo de integração econômica européia é fazer referência implícitamente á globalização, é evocar a predominância dum sistema econômico (o capitalismo) sobre o espaço mundial.

Também se manifesta no plano geopolítico. Com o colapso do bloco soviético, um dos maiores obstáculos á expansão do capitalismo desapareceu. Onde governos comunistas subsistem, como na China, é em parte por causa das políticas implementadas para a abertura á economia de mercado e ao fluxo de capitais. Em outros lugares, como na África e na América latina, a penetração do capitalismo está alentada de maneira sistemática pelas instituções financeiras internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) ou o Banco Mundial para promover a difusão da lógica de mercado – apesar de ir contra do processo de desenvolvimento sustentável.

Nos anos 1950s, a UE parecia ser uma exceção, porém desde uma vintena de anos o número de acordos comérciais aumentou no mundo. A integração regional é um fenômeno que toca paises geograficamente cerca, entre os quais as relações econômicas tendem a liberar-se das fronteiras políticas para favorecer a creação de mercados integrados. Sem importar a forma institucional da regionalização, o objetivo sempre é o mesmo: eliminar os obstáculos aos intercâmbios dentro da área. Em concreto: ou considera-se como um processo típicamente liberal, quer dizer, uma modalidade do processo de globalização que constitui uma etapa transitória que acelera os fluxos de intercâmbios internacionais e que cheva ao livre-comércio mundial; ou considera-se o reforço dos vínculos regionais como uma alternativa á globalização, ou seja, uma retirada dos paises membros em direção a um protecionismo disfarçado.

 

            Os acordos regionais outorgam a certos paises facilidades de acesso ao mercado interior que não se concedem aos outros paises. Em concreto, são acordos preferenciais discriminatórios, que podem chevar á integração de certas políticas – o que implica uma transferência de soberania para uma instância supranacional. É preciso destacar que o comércio entre os paises da América latina é muito baixo, apesar de ter muito potencial, pois falamos de um mercado de 615 millões de pessoas – um quinto mais que na UE – uma cifra que cresce muito rápido. Por isso, achamos que os paises da América latina deveriam organizar-se para alcançar uma maior cooperação intrarregional (seja económica, política, social, etc.), como no caso da UE, e usar este potencial para o desenvolvimento comum e mútuo.

Balassa, em sua teoria sobre a integração regional, define vários niveis de integração econômica que podemos classificar em sete niveis crescentes:

  • Associações e fórum de cooperação econômica: trata-se de uma associação de paises fundada numa lógica regional e intrarregional, que procura organizar uma cooperação entre os Estados em matéria de economia no sentido largo (políticas macro-econômicas, investimentos). Aquelas associações não se fundam em lógicas comérciais; fala-se então de “regionalismo aberto”, em oposição ao “regionalismo fechado”. No entanto, estes fórum podem também ter como objetivo a preparação da formação duma área de livre-comércio. Alguns exemplos são: a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Diálogo Ásia-Europa (ASEM em inglês), a Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC em inglês).
  • Acordos de preferência não-recíprocos: fundam-se na outorga unilateral a certos paises exportadores sem que os paises importadores obtenham ventagens equivalentes. Por exemplo, a UE abre seus mercados sem exigir reciprocidades imediatas a certos paises da Bacia do Mediterrâneo, da Europa central ou da África, Caribe e Pacífico (ACP).
  • Área de livre-comércio: é uma área onde os direitos aduaneiros e as restrições comerciais são abolidos entre os paises membros. Corresponde ao nível mínimo de integração, onde cada pais conserva a possibilidade de fixar direitos aduaneiros e quotas segundo os seus interesses próprios frente aos paises alheios á área de livre-comércio. Exemplos: o NAFTA, a Associação Européia de Comércio Livre (EFTA em inglês), a ASEAN.
  • União aduaneira: é uma área de livre-comércio onde os paises devem concertar-se para elaborar uma política aduaneira comum para os paises não membros. Implica a implementação duma taxa externa comum sobre as importações do resto do mundo, além do intercâmbio das receitas aduaneiras segundo as regras estabelecidas. Alguns exemplos são: o MERCOSUL – onde observam-se progressos no desenvolvimento do comércio e na vontade de desenvolver a democracia, porém a cooperação ainda sofre da pobreza relativa da área e da rivalidade política y econômica entre os dois grandes (a Argentina e o Brasil), a CAN, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC em inglês). Na UE, aquelas receitas alimentam o presupuesto comunitário.
  • Mercado comum: corresponde a uma união aduaneira que estende o acordo de liberalização aos fatores de produção (trabalho, capital financeiro, capital técnico). Constitui uma etapa dificil: o Tratado de Roma da UE, assinado em 1957, considerava a creação dum mercado comum que entrou na via de finalização com o Mercado único em 1993. O MERCOSUL considerava um mercado comum que ainda é incipiente.
  • União econômica: é representada pela harmonização das políticas econômicas nacionais no marco dum mercado comum. O objetivo é a definição de regras comuns para o conjunto das empresas e dos agentes econômicos concernidos. Os paises aceitam ter políticas macro-econômicas comuns (política orçamentária, política monetária). A união monetária implica a definição de paridades fixadas e revogáveis entre os paises da união. Pode ser possível e sustentável só se os Estados perderem a independência da sua política monetária, que então pode tornar-se comum. Na UE, a política monetária é definida pelo Banco Central Europeo (BCE).
  • Integração econômica total: constitui o maior grado da integração. É uma estrutura supranacional que, além da união econômica, precisa duma harmonização das políticas monetária, social, fiscal e conjuntural, cuja implementação é o fruto duma comissão á qual participa cada país membro. Considera-se que a UE atualmente está nesta etapa.

 

               Consideramos que as tentativas atuales de cooperação/integração regional na América latina como o MERCOSUL, a CAN o a Aliança do Pacífico não são suficientes. Precisa-se dum reforço das mesmas, pois achamos que não funcionam bem, e duma cooperação entre os blocos para a longo prazo harmonizar no mínimo as políticas económicas e formar um único bloco latinoamericano. É muito dificil, como o podemos ver com os problemas da UE, mas temos que considerar que sem esta união, os intercâmbios e o comércio entre seus membros seriam muito menores, e não teria o mesmo poder econômico que agora tem. Só temos que ver o que acontece com o Brexit: o Reino Unido procura desesperamente ter acceso ao mercado comum da UE já que está consciente dos benefícios. A América latina também deve ser consciente dos benefícios y avançar.

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El Paradigma iberoamericano como parte de la seguridad nacional

Comencemos este artículo haciendo referencia a un comentario por parte del Subsecretario de Relaciones Exteriores de México, el Embajador Carlos Alberto de Icaza, durante la presentación del libro “Las Relaciones Internacionales en el Siglo XX”. Icaza subrayó que el libro contenía una parte de teorías, pero que era algo que nadie entiende,  como no dándole importancia al hecho.

Desde mi punto de vista, el paradigma es dLa teoría iberoamericana como parte de la seguridad nacionale suma importancia para la defensa de los intereses de una nación, misma que puede variar de  nación en nación según sus propios elementos característicos. El paradigma va a permear todas nuestras actividades en la vida cotidiana, desde un obrero hasta el más importante de los príncipes del gobierno; no tiene brecha generacional que pasa por un niño, un adulto o un anciano.

José Vasconcelos[1], en su libro “La Raza Cósmica” de 1929, hace referencia a las teorías dominantes (se opone a ellas) de la época: el darwinismo, el materialismo y el positivismo. Vasconcelos hace referencia que los países desarrollan teorías para justificar su control sobre otras entidades. Estas teorías no necesariamente se hacen pensando en el bien del otro, sino que son egoístas e individualistas, además de ser adecuadas para estos actores que las han establecido.

Considerando lo anterior, Vasconcelos nos invita a crear y a desarrollar nuestra propia filosofía que se adapte a nuestra realidad, en particular a una realidad iberoamericana. Personalmente, algo que me dejó muy marcado es que para evitar esta idea de la lucha y del triunfo del más apto, nos dice que este nuevo paradigma iberoamericano probablemente no nos invite a ser los mejores del mundo, los más ilustrados, los más fuertes o los más hermosos[2].

Otro factor que se debe de considerar es que el cambio de un paradigma puede acarrear una gran crisis, sea de índole económica, social, política o personal. En su libro, Vasconcelos deja de manifiesto esa crisis[3] personal para evolucionar como individuos, como sociedad iberoamericana – una sociedad que no está impregnada de jerarquías, procesos y características materiales, sino por la misma belleza, una belleza que no tiene etiquetas o prejuicios[4].

Nosotros como internacionalistas tenemos la obligación de entender, comprender y analizar todos los paradigmas a los que nos podemos enfrentar en otras latitudes de la tierra. Un internacionalista no sólo puede dedicarse a repetir y difundir un paradigma ajeno y que va contra el bienestar de su propia comunidad (o con el que su espíritu este enraizado) si no entiende sus consecuencias, como daño colateral y desmantelamiento de la psique del individuo y de la sociedad.

Entre los medios para la difusión de un paradigma dominante están la educación (e intelectuales), las ONGs u otras entidades similares, instituciones gubernamentales, medios de comunicación e información (que implica el entretenimiento), la iniciativa privada e instituciones religiosas, por mencionar algunos. Debemos hacer una reflexión de los lugares en los que laboramos para evitar en la medida de lo posible cooperar con paradigmas que motivan la supresión de la libertad de una nación. Es necesario contar con un modelo iberoamericano que nos de un lugar respetable en el concierto internacional.

[1] El filosofo mexicano nació en 1882 y murió en 1959.

[2] Con esta simple frase deja de manifiesto que el nacionalismo iberoamericano de  Vasconcelos no usa el mismo marco teórico que Hitler. Hitler, en su libro “Mi lucha”, cae en el error que Vasconcelos quiere evitar: el darwinismo – lo que pudo contribuir a su derrota. Además, Hitler ve con admiración y como posible aliado a Inglaterra; para él, la salvación de Alemania pasaba por el darwinismo y  su selección natural.

[3] Para Hitler, esta crisis pasará por el ideal de un alemán. Hitler comprende las consecuencias que puede llevar en la práctica la búsqueda de este ideal físico y espiritual; en palabras de Hitler: “Cuídese mucho de saber apreciar debidamente la fuerza de un ideal”.

[4] Vasconcelos como Hitler son muy crudos en sus explicaciones, directos en gran parte, la posible razón es confrontarnos con nuestra propia realidad para poder ir más allá.

The EU-institutions: the Court of Justice of the EU

COURT OF JUSTICE OF THE EU

Today I have decided to go back to the series that I have started about a year ago regarding the functioning and attributions of the EU-institutions: after having reviewed the Council, the Parliament and the Commission, we are going to talk about the Court of Justice of the European Union (CJEU), currently composed of the European Court of Justice (ECJ) and the European General Court (EGC).

The functioning of the CJEU (originally called the Court of Justice of the European Communities CJEC) is determined by the treaties. The protocols setting its status are annexed to the treaties and must hence be taken into account since protocols have the same status as treaties since the judgement „Groupement des Industries Sidérurgiques Luxembourgeoises v High Authority of the European Coal and Steel Community“ dating from 1956. The treaties also contemplated the creation of a jurisdiction of first instance, and so on October, 24th 1988, a decision of the Commission set the record straight by creating the Court of First Instance (CFI). As you may have understood, there were hence two different jurisdictions (the CJEC and the CFI), and the EU was hence forced to define a set of links and rules regarding the powers of each of these instances: the Treaty of Maastricht inserts provisions related to the CFI via art. 254, and the CJEC was modified by the Lisbon Treaty to become the Court of Justice of the European Union (CJEU) – remember that the Lisbon Treaty first replaced the term „European Communities“ with „European Union“. However, it does not exactly represent the same jurisdiction: the CJEU encompasses the former CJEC (now called European Court of Justice ECJ), the CFI (now European General Court EGC) and the European Union Civil Service Tribunal (dissoluted in 2016, so we will leave it aside) – yes, the Lisbon Treaty was meant to make things simpler. There are hence two jurisdictions within the CJEU that we will study: the ECJ and the EGC.

Now, regarding the inner organization of the jurisdictions of the EU, there is one basic principle that you need to bear in mind: the principle of independance, which stems from the treaties.

Let’s start with the European Court of Justice (ECJ). Normally, there is one judge per Member State. Now, it is not a problem when the EU is made of an odd number of countries – which was the case until Croatia joined the club in 2013 – but now that we are 28 – and soon 27 again with the Brexit, really the EU is hard to keep track of – things are slightly different: when one more judge is needed to achieve an odd number, the Member States take turns by alphabetical order – as it is the case with many things regarding the EU. Every three years, half of the judges change. However – and oddly enough – treaties do not refer to the nationality of the judges, and a non-written agreement enables the repartition. The goal, however, is that every legal system of the Member States be represented. That still looks suspicious to us: the ECJ is supposed to be independent from the States, so who cares where they come from, right? And if we care where they come from, why the heck not enshrine it in the treaties? Anyways, there are in addition to the judges 11 advocates general: every big country has one, and the six other ones take turns between the remaining 23 States by alphabetical order. These advocates are also independent and impartial and give conclusions that are very detailed, to say the least. They are elected for six-years (renewable once), and until Lisbon they were designated through the reaching of a common agreement of all Member States – even though they were supposed to be independent. Nowadays, there is a previous examination phase by a committee composed of former members of the ECJ and the European General Court (EGC), members of national supreme jurisdictions and legal experts known for their EU-laws skills. EU-wide, only France does not possess an organ competent for sorting the applications. Furthermore, each advocate and judge is assisted by a few advisers, and their status implies a few conditions: competency, since they have to gather all conditions that are necessary in their home country to practice the highest jurisdictional functions OR be a legal adviser that has inarguable competencies; independence because they are not allowed to request or accept instructions; no other job; principle of reserve; taking of an oath; and obligation to reside in the city where the ECJ is located – that is in Luxemburg. Their mandate can end prematurely in case of death or required end of term (the other judges can observe that a judge does not comply with the necessary conditions any longer). As far as the EGC is concerned, the election of a judge is linked to his quality of magistrate. There are no advocates general – so to speak, for it can happen that a judge needs to call on a specialist when a case is particularly complex.

The presidents of the ECJ and the EGC are designated by their respective jurisdiction, meaning that there should be no interference from outside. The judges designate a president for a mandate of three renewable years, and the voting system used is the secret ballot with relative majority-vote. The President of the ECJ is currently Koen Lenaerts from Belgium, while the President of the EGC is Marc Jaeger from Luxemburg (a lot of power for Luxemburg between him and J.C. Juncker). The president bears responsibilities related to the jurisdictional function, as well as attributions linked to the procedure proceedings: he presides over the hearings, allocates the cases to the chambers, sets the dates of the hearings and adopts provisional measures and particular measures called orders.

The way the ECJ and the EGC work is pretty simple: the principle is to attribute a case to the chambers – sometimes during a plenary session. It has always been so as far as the EGC is concerned, and since the Maastricht Treaty, it also works that way for the ECJ. The ECJ meets in chambers of three up to five judges most of the time, and of 11 judges whenever the case is more complicated – the smaller the chambers, the more chambers have to gather together. The ECJ sits collegially when it wants to dismiss the European Ombudsman or when it must announce the deposition of a European Commissioner – which (unfortunately) quite frankly never happens. The EGC usually sits in chambers of three to five judges too, the difference being that the EGC can sit with only one sole judge when the case is really easy.

All services are independent from the Registry, which is presided by a registrar – duh! – for six years. The voting system, again, is the secret ballot with relative majority-vote. The registrar is responsible for assisting during jurisdictional activities: he attends the hearings, ensures the reception, transmission and custody of the judicial documents, is guardian of the Seals and is responsible for the Court’s archives and publications. The EGC can make use of the services of the ECJ for it practically has none – the services of the ECJ have 1,200 employees, while those of the EGC only have 80.

Let’s come to the links between the ECJ and the EGC. The Treaty of Nice has established some satisfying criteria by setting that the EGC was competent in four cases: actions for annulment, for failure to act, for damages and regarding litigations of the European public service. All of these actions must be filed at the EGC itself except when the case is given to a specific jurisdictional chamber by the Council unanimously. The EGC is supposed to know the decisions of the jurisdictional chambers. Normally, prejudicial matters (questions asked by a national judge to the European jurisdiction) are also within its scope of attributions. In 2010 for example, 268 judgements have been given, and the average length to solve a case was two years – which is similar to the ECJ.

An appeal to the ECJ must be based on the violation of a legal rule, whose starting point runs from the moment the EGC has ruled a decision. Member States and institutions are allowed to file an appeal, even when they did not intervene in front of the EGC. An appeal can be valid when a judgement is not sufficiently motivated – that is if the solution is not sufficiently explained – or if the EGC did not answer a point risen by one of the parties. If the appeal is valid, the ECJ nullifies the decision of the EGC: either it gives a new ruling itself, or it returns the case to the ECJ so that the latter can rule again

Now let’s jump to the last part of our article: the procedure proceedings to the jurisdictions of the EU. The jurisdictions are multilingual, and there are 24 official languages within the EU (four countries speak the same languages as others: Cyprus, Austria, Luxemburg and Belgium). The language of the procedure is normally chosen by the claimant, with a couple of “exceptions”: if the defendant is a State or a private person, the language used is the one of the State or of the State where the person resides. The general principle only applies if the defendant is an EU-institution – meaning that the general principle is the exception and the exception is the general principle, but who cares? Second exception: the language can stem from an agreement between the two parties. Statements of cases, decisions, etc. must be given into the chosen language. A deliberation (the procedure that precedes a decision) is given either in English or in French since these are the two working languages of the jurisdictions. A publication has to be made in all 24 official languages, while an appeal is given in the language of the procedure of the appeal to the Court.

Now, as far as the representation of the parties is concerned, the EU-institutions are represented by a member of their legal service, the States by a public servant from the Ministry of foreign affairs, physical and moral persons by a lawyer or a teacher of law that is a citizen of a State, whose legislation allows him to plead (this is the case in France for instance).

The legal costs are the sums of money that are invested and recoverable (amounts due to the witnesses and the experts, the necessary costs for the parties, etc.). In case the institution is represented by an agent, this does not count as a legal cost; however, if it is represented by a lawyer, then it does. The losing party has to pay all of the legal costs, “except” for the Member States and the institutions, which always pay for their own legal costs; however, the jurisdiction can sentence the winning party to refund the “vexatious” costs to the losing party. Legal costs are calculated according to the level of difficulty of the case, to the current economy situation, etc. Usually, no more than €-100/hour are granted to a witness or an expert.

Regarding the outcome of a legal procedure, the jurisdiction issues judgements or orders. Judgements are given after a three-step process: the presentation of the facts, arguments and conclusions, the reasoning of the jurisdiction, and the decision of the jurisdiction. If you try to read some of them, you will probably find that they are way too long, but there is a fair explanation to that: EU-laws are very recent and complicated, so that the jurisdictions feel like they have to justify and motivate their decisions – all the more so as some Member States argue with their competencies. Orders are given whenever they are provided for by the rules of procedure of the relevant jurisdiction. They are given by the president himself and are justified more succinctly.

 

This is how we finish our article regarding the Court of Justice of the European Union. It can seem like it is a bit complicated by reading this text, but bear in mind that I gave you the detailed version and that it is not much more complicated than national courts. The EU-jurisdictions are presented with more and more cases, which is why it is important that you understand how it works and what it is they are doing. Generally speaking, they are doing quite a good job to be honest, and no one can really argue with its usefulness to settle disputes between entities or persons from two different countries.

L’Union européenne et les Présidentielles 2017 en France

Populismes, austérité, immigration, chômage, corruption, terrorisme, Brexit : force est de constater que l’Union européenne (UE) apparaît en 2017 dans un sale état. Ses dirigeants et institutions sont incapables de mettre en place des réformes et de répondre aux préoccupations des citoyens. Mais cela serait trop facile de simplement blâmer l’UE puisque les dirigeants des États-membres font face aux mêmes difficultés et apparaissent eux-mêmes incapables de les régler, alors qu’ils possèdent souvent beaucoup plus de marge de manœuvre et de pouvoir que l’UE, contrairement à ce qu’ils font croire aux gens : en effet, les traités et le fonctionnement de l’UE sont définis par tous les États-membres, l’UE ne s’est pas imposée par la magie.

PrÉSIDENTIELLES 2017 FRANCE UELes citoyens de France et d’Allemagne, les deux pays les plus développés et les leaders de cette UE défaillante (en laissant de côté le Royaume-Uni), ont une chance importante, voire historique, d’exprimer leur opinion sur divers sujets en se rendant aux urnes en 2017. Et c’est bien cela l’enjeu des élections en France des 23 avril et 7 mai prochains : il faut être conscients que nous n’allons pas simplement voter pour un projet français. Ce vote aura des conséquences sur l’Europe et ainsi, sur le monde. J’insiste sur ce point : parfois, il faut savoir s’effacer pour le bien commun, car les conséquences de ce scrutin risquent fortement de nous dépasser si nous ne votons pas pour le bon projet, et d’avoir des conséquences dramatiques sur la France, l’Europe et le monde, qui par notre modèle sociétal actuel sont interdépendants. Alors, avant de penser à nos intérêts personnels et fondamentalement égoïstes, il faut prendre en compte un certain nombre d’autres paramètres qui ont trait à ce que nous voulons que l’Europe et le monde deviennent.

Pour cette raison, il me semble crucial d’initier un débat sur la place qu’occupe l’UE dans les différents projets des candidats. L’UE est un acteur mondial majeur et il convient ainsi de lui accorder la place et l’importance qu’elle a sur nos vies. Les accomplissements majeurs de l’UE, ce sont bien évidemment la paix et la démocratie. Voter pour l’UE, c’est voter pour une paix durable mais fragile, comme l’a montré l’histoire. Lorsque j’entends certains candidats dire que la Suisse s’en sort très bien sans faire partie de l’UE, cela me fait rire : il s’agit d’un pays minuscule entouré des pays les plus développés et stables de l’UE et du monde. Elle bénéficie donc avant tout du rayonnement de l’UE, mais elle ne possède aucune influence sur la scène internationale. Si l’UE n’avait pas existé, la Suisse n’aurait pas échappé aux guerres qui auraient probablement éclaté et ses habitants seraient beaucoup moins riches puisqu’ils ne bénéficieraient pas de la coopération avec l’UE. Il en va de même pour la Norvège, qui est également dans la sphère d’influence de l’UE. Il est donc objectivement impossible de nier que l’UE protège d’un point de vue sécuritaire, qu’elle octroie des possibilités commerciales et qu’elle permet à ses États-membres de jouer ensemble un rôle important sur la scène internationale.

Cependant, il ne s’agit pas non plus de nier que l’UE est en crise et que les citoyens réclament des changements qui tardent à arriver et qui, pour beaucoup, ne sont même pas du ressort de l’UE, qui est, nous le rappelons, une association de pays. La France, en tant que leader de cette association (de par sa taille, son poids économique, son poids démographique, etc.), a des responsabilités plus importantes que le Luxembourg ou la Suède, par exemple. C’est objectivement injuste, mais c’est comme ça. Alors, chers concitoyens français, lorsque vous vous rendrez aux urnes dans quelques jours, je ne vous demande qu’une chose : réfléchissez à ce que vous voulez que l’Europe et le monde deviennent, car cela vous concerne tout autant que la situation économique en France.

Pour vous aider dans votre choix, je vais compiler les visions des onze candidats aux élections sur l’UE et sur la place de la France dans cette UE et de celle de cette UE dans le monde, en les commentant le plus objectivement possible. Dans la mesure où la gauche est surreprésentée parmi les partis politiques desquels sont issus les candidats, cela en dit assez long sur le système et les priorités actuelles des français . Voici donc un résumé de leurs idées européennes :

Nicolas Dupont Aignan : il estime que la gravité du chômage en France est une situation créée par l’Union européenne. Il est par ailleurs convaincu que l’Allemagne dicte à l’UE ses politiques, ce qui revient à dire que l’Allemagne est la seule responsable de la débâcle de l’UE. Il propose ainsi une « Europe confédérale », dont trois ou quatre pays coopèreraient à la carte sur des grands projets, ce qui impliquerait une sortie préalable de l’UE.

Selon nous, cette vision est un véritable contresens : premièrement, contrairement à l’opinion générale largement induite par nos pays, l’Allemagne n’impose rien puisqu’une majorité de pays est toujours nécessaire à la prise de décision au sein de l’UE. Deuxièmement, une UE confédérale est un non-sens : soit quelques pays coopèrent à la carte, auquel cas il s’agit d’une simple coopération internationale entre pays, ce qui a toujours existé et n’a jamais protégé de la guerre ; soit il s’agit d’une union entre pays (ce qu’est actuellement l’UE), ce qui signifie que ces pays doivent obligatoirement abandonner des pouvoirs à cette union. Cela nous montre ainsi un manque de connaissances flagrant de l’UE et des relations internationales. Il faut par ailleurs se rendre compte que ceux qui prônent un Frexit (une sortie de la France de l’UE) nous mentent : on ne sortira pas de l’UE sans s’être préalablement prononcés lors d’un référendum populaire, car imposer à un peuple une décision aussi importante sans le consulter reviendrait à faire fi de la démocratie (=dictature).

Emmanuel Macron : le candidat le plus jeune prône une coopération accrue entre les États-membres de l’UE, ce qui reviendrait à plus de délégations de pouvoirs nationaux vers Bruxelles. Pour lui, l’UE rend plus fort et les marchés des pays membres constituent des débouchés pour l’économie française. Il convient également que, pour approfondir la construction européenne, il faut d’abord réformer les États-membres, qui seraient donc ainsi co-responsables de cette crise européenne.

Nous considérons que la vision de M. Macron est très idéaliste : prôner plus d’Europe, c’est faire complètement fi de la réalité. Or, si l’UE ne marche plus, c’est justement parce que beaucoup d’États-membres considèrent que l’Europe a trop de pouvoir sur les États-membres. Parler d’approfondir l’intégration européenne avant même d’avoir entrepris des réformes au niveau national et alors que beaucoup de pays s’y opposent est complètement irresponsable.

Par ailleurs, ajoutons que M. Macron a, de manière générale, une vision très élitiste dans son discours et semble plus concerné par le néolibéralisme (qui, en Amérique latine, est grandement responsable des inégalités sociales) et le libre-échange (il est en faveur du CETA et du TAFTA) – qui profitent surtout à une poignée de privilégiés comme lui – que par le peuple. Il est lui-même un économiste dont le parti politique est exclusivement financé par des dons privés (personnes morales, entreprises, banques). Ainsi, comment peut-il être indépendant de ces entreprises, sans lesquelles il n’existerait pas, et comment peut-il réformer l’UE, dont l’un des grands problèmes actuels est précisément la corruption, la collusion entre le public et le privé et l’élitisme ?

Nathalie Arthaud : elle est pour l’ouverture des frontières. Elle dit clairement que l’UE n’est pas responsable de tous les maux des États-membres. Elle voit dans le populisme un danger qu’il faut stopper, qui dresse les peuples européens les uns contre les autres, et qui empêcherait les travailleurs qui en ont besoin d’être mobiles dans l’Europe.

Mme. Arthaud semble avoir conscience du fait que l’UE n’est pas un problème qu’il faut absolument éliminer. Elle semble comprendre ses bienfaits, ce qui est déjà positif. Cependant, elle n’a aucun plan pour l’UE et aucune vision pour son futur, ce qui constitue un véritable problème : l’UE a besoin de changer et Mme. Arthaud ne propose rien pour la sortir de la crise. Sa conception de l’UE semble trop radicale : tout n’est pas noir, mais tout n’est pas blanc non plus.

Jean-Luc Mélenchon : pour J-L.M, l’UE dicte aux États-membres leurs politiques et la solidarité qui en découle empêche les États de décider de leur sort. Il ne met donc pas en cause la raison d’être de l’UE, mais les traités européens, pourtant rappelons-le négociés et signés par les Présidents des États. Il souhaite donc avant tout renégocier les traités européens et, si cela n’est pas possible, sortir de l’UE.

Soulignons ici qu’une renégociation des traités européens (qui est déjà un non-sens étant donné qu’on ne peut pas modifier les traités, même si on peut en faire un autre abrogeant les précédents, les mots ont un sens) est extrêmement compliqué dans la mesure où il faudrait que les 27 États-membres soient d’accord. Or, cette volonté a déjà été émise par certains États et aucun consensus ne s’est dégagé en ce sens. Cela est donc très compliqué. Par ailleurs, à l’instar de beaucoup de candidats, M. Mélenchon oublie dans le cadre de son « plan B » qu’avant de parler d’une sortie de l’UE, il faudra d’abord que le peuple français se prononce sur la question. Que fera M. Mélenchon lorsque les autres États-membres auront refusé de mettre en place un nouveau traité et si le peuple français se prononce contre une sortie ?

Cependant, je pense personnellement que M. Mélenchon brandit la menace d’une sortie pour faire peur à l’UE et qu’il ne la souhaite pas réellement. S’il dit à ses partenaires : « Soit on met en place un autre traité, soit la France sort, les français sont d’accord dans la mesure où c’était ma promesse électorale », l’UE sera probablement obligée d’accéder à cette demande. M. Mélenchon me semble être un homme raisonnable et intelligent et si telle est sa stratégie, ce n’est pas forcément une mauvaise idée, c’est peut-être la seule pour faire pression sur l’ensemble des partenaires européens.

Jean Lassalle : M. Lassalle souhaite donner une compétence exclusive aux chefs d’États européens en matière d’UE (actuellement, les chefs d’États donnent les grandes lignes à suivre à l’UE et les Ministres, députés européens et autres fonctionnaires se chargent de la mise en place des mesures pour atteindre ces objectifs). Il souhaite également que la France, le second contributeur au budget européen, récupère plus d’argent, ce qui est totalement contraire au principe de solidarité de l’UE.

M. Lassalle s’engagerait donc sur la voie d’une réforme de l’UE et d’un renforcement des pouvoirs du Président de la République. A priori, cela pourrait être réalisable, mais il faudrait encore une fois que tous les États-membres soient d’accord avec cela, ce qui apparaît compliqué. Mais surtout, accroître les pouvoirs du Président et le laisser faire ce qu’il veut en matière européenne serait dangereux : faire taire l’opposition sur ces sujets n’est pas une solution, ni une option, la France n’est pas une dictature.

Marine Le Pen : comme nous le savons tous, Mme. Le Pen est fondamentalement protectionniste et donc, anti-européenne. Elle est également députée européenne, ce qui implique qu’elle connaît un peu mieux les rouages de l’UE que les autres candidats. Même si elle souhaite sortir de l’UE et de l’€uro, elle est lucide sur la manière : elle souhaite organiser un référendum populaire.

Le plan de Mme. Le Pen apparaît comme l’un des plus réalisables. Si les français se prononcent contre un Frexit, elle rendra la vie très difficile à Bruxelles pendant les cinq années de son mandat et l’UE se retrouvera ainsi paralysée, ce qui pourrait signer son arrêt de mort. En ce sens, son plan consiste à couler l’UE du mieux qu’elle peut. Elle voit la France comme une grande nation sans se rendre compte que seule, la France n’aurait pas de voix et de poids sur la scène internationale. C’est simple et net, mais extrêmement dangereux pour la France et pour la stabilité au sein de l’UE et dans le monde.

 

Benoît Hamon : il est conscient que l’UE n’est pas responsable de tous les problèmes de la France, mais qu’elle est en crise. Il n’exclut pas, dans le futur, de sortir de l’UE si elle continue dans cette voie, mais à court terme il est pour une réforme en profondeur de l’UE et pour une plus grande solidarité entre les peuples européens, basée sur le compromis. En bref, il est pour une véritable union des peuples. Il est également le seul à déclarer ouvertement que les élections en Allemagne (qui verront s’affronter Mme. Merkel, gardienne de l’austérité, et M. Schulz, ex-Président du Parlement européen, socialiste et foncièrement pro-européen) seront un facteur déterminant pour le futur de l’UE : soit Mme. Merkel sera élue et continuera à pousser pour plus d’austérité en Europe (au risque de propager un sentiment europhobe et germanophobe), soit M. Schulz deviendra Chancelier et sera en faveur d’une réforme de l’UE.

M. Hamon est le seul candidat qui semble à la fois être conscient qu’une sortie de l’UE serait une catastrophe et qu’il faut la réformer en commun, sans essayer d’imposer une vision unilatérale de la France, en prenant en compte les événements qui se déroulent dans les autres pays membres. Ses idées sont cependant similaires à celles de M. Hollande, qui n’a jamais réussi à faire accepter un consensus pour réformer l’UE.

Philippe Poutou : ouvrier de métier, il est contre le protectionnisme – ce qui peut paraître paradoxal. Il est convaincu que l’Europe protège et que l’austérité imposée par l’UE (sous l’impulsion des États-membres, nous le rappelons) n’a rien à voir avec la baisse des salaires et le chômage, qui ne sont pas le fait de Bruxelles mais des chefs d’entreprise : il nous invite donc à ne pas tout mélanger et à réfléchir sur notre modèle social national avant d’en rejeter la faute sur l’UE. Il veut par ailleurs abroger les traités européens pour mettre en place une nouvelle Europe, plus solidaire, plus égalitaire et moins corrompue.

M. Poutou a entièrement raison de souligner que ce n’est pas l’UE qui est responsable du chômage, des salaires et de la baisse du pouvoir d’achat des français puisqu’elle n’a strictement aucune compétence en la matière, les États-membres ne lui ont jamais transféré de pouvoirs en ce sens. Il s’agit d’une vision idéale de ce que doit être l’UE, mais irréaliste : il faudrait pour cela refondre le modèle économique de l’UE, ce qui ne semble pas être la volonté de beaucoup de pays. M. Poutou n’a donc aucune idée de comment atteindre cet objectif, et pour cause : il semble utopiste.

François Fillon : Il fait partie des candidats qui voient dans l’UE une nécessité pour répondre aux grandes puissances actuelles que sont les États-Unis, la Russie et la Chine, qui sont des pays beaucoup plus grands et peuplés que la France. En tant que pays, la France n’a donc aucune chance de peser internationalement. Il se prononce pour une réforme de l’UE, trop bureaucratique et éparpillée, afin de la recentrer sur des objectifs stratégiques d’intérêt commun (renforcement de la monnaie unique, numérique, défense). Il est par ailleurs pour un renforcement de la solidarité entre les pays les plus riches et les plus pauvres de l’UE et pour la libre-circulation des travailleurs. Un autre point important : il est pour la baisse des dépenses publiques et l’austérité imposée par l’UE (dette <3% du PIB).

Mettre en perspective la France par rapport aux grandes puissances mondiales constitue une raison d’être de l’UE : sans l’UE, les États-Membres seraient mineurs sur la scène internationale et seraient laissés sans défense. Il a également raison sur la nécessité de redonner une ligne de mire à l’UE et d’arrêter de dépenser une grande partie de son énergie sur des détails dont tout le monde se moque. En matière d’austérité cependant, il faut bien comprendre que cela pèse surtout sur les foyers les plus modestes (santé, éducation, retraites, etc.). De plus, si Mme. Merkel venait à être réélue en Allemagne, le couple franco-allemand signerait probablement l’arrêt de mort de l’Europe. Il faut en outre rappeler que M. Fillon a fait accepter le Traité de Lisbonne par le Parlement alors même que les français s’étaient prononcés en 2005 contre ce traité lors d’un référendum populaire. Peut-on réellement lui faire confiance étant donné qu’il a une certaine tendance à faire fi de la démocratie lorsque cela l’arrange et qu’il prône l’austérité ?

Jacques Cheminade : Il considère que le véritable problème de l’UE, ce sont les lobbies et les capitalistes. Il se prononce donc contre l’€uro et pour une sortie de cette Europe-là, tout en soulignant qu’il souhaite refonder une nouvelle UE, basée sur la collaboration d’États souverains sur de grands projets et travaillant véritablement pour les peuples, en changeant le modèle économique actuel. Pas de délégations de pouvoirs vers Bruxelles, en somme.

Premièrement, pour sortir de l’UE et pour en recréer une nouvelle, il faut deux choses : tout d’abord que le peuple français se prononce pour un Frexit lors d’un référendum, et ensuite que les 26 autres États-Membres fassent de même – ou du moins une partie afin de construire une Europe avec moins de partenaires. Il faut ensuite que ces pays choisissent un modèle européen, économique et social similaire. Cela fait donc beaucoup de spéculations et peu de garanties : c’est bien beau d’avoir des idéaux, mais encore faut-il pouvoir les mettre en place. Or, M. Cheminade ne semble pas être conscient du chemin à parcourir, ni du fait que sa vision de l’Europe est substantiellement beaucoup plus conditionnée par le bon-vouloir d’autres pays que de celui de la France.

François Asselineau : il semble être le candidat le plus europhobe. Pour lui, la totalité des problèmes de la France sont le fait de Bruxelles. Il est cependant conscient que pour mettre en place un nouveau traité européen, il faut l’unanimité des 27 États-membres, et que cela est très complexe. Il propose donc un Frexit, sans pour autant parler de référendum.

Vouloir sortir de l’UE est une chose, mais l’imposer sans vote populaire en est une toute autre. On ne peut pas imposer à un peuple entier une décision aussi brutale sur un sujet aussi vital sans le consulter. Encore une fois, nous ne sommes pas dans une dictature. Une sortie de la France de l’UE serait de plus un désastre total pour notre économie, notre sécurité, etc.

Même si l’UE n’est pas parfaite, il faut être conscient qu’elle nous protège et qu’elle nous rend plus fort en tant que pays. En sortir ne résoudra pas nos problèmes internes, qui relèvent avant tout des politiques nationales. Lui gâcher la vie n’est pas non plus une solution car, faute de soutien, elle s’écroulerait. Il faut par ailleurs se rendre compte que ceux qui déclarent que la France sortira de l’UE s’ils sont élus nous mentent : on ne sortira pas de l’UE sans s’être préalablement prononcés lors d’un référendum – et je ne pense pas que les français voteraient pour une sortie – puisqu’imposer une sortie serait anti-démocratique. La seule solution viable, et je le dis de manière objective, ce sont les réformes, c’est un nouveau traité, c’est une vision réaliste de l’Europe, de ses forces et ses faiblesses et de ses raisons d’être, ce qui, je vous l’accorde, demanderait beaucoup d’intelligence, de travail, de convictions, de consensus et de diplomatie. On peut diverger sur la nécessité de moins d’Europe, de plus d’Europe ou d’une Europe qui se réoriente sur des grands objectifs communs, mais on ne peut pas nier qu’il nous faut de l’Europe.

Personnellement, je ne souhaite pas me retrouver à devoir expliquer à mes enfants qu’ils vont devoir partir à la guerre pour massacrer des allemands et se faire massacrer par des italiens simplement parce que leurs parents auront préféré voter pour leur portefeuille plutôt que pour la paix lorsqu’ils en auront eu l’occasion, avant de se rendre compte qu’il se seront fait flouer.

Pour finir, chers concitoyens français, je vous invite à voter pour un candidat ayant réfléchi à ce que seraient la France et le monde sans l’existence d’un acteur comme l’UE. La paix et la démocratie dans le monde (ce qui inclut bien évidemment la France) sont en jeu lors de ces élections. Sachez que si l’UE coule, la France et le monde couleront avec. Parfois, le bien personnel et le bien commun se rejoignent, et c’est bel est bien dans l’UE qu’ils se rejoignent actuellement.

¿Donald Trump, maldición o ganga para México?

photo-marcha-trumpHace poco más de un mes, Donald Trump se convirtió en el nuevo Presidente de EE.UU. Puso en marcha algunas medidas, sobre todo en cuanto a la inmigración hacía los EE.UU, y asistimos alrededor del mundo en general y en América latina y México en particular a protestas de gran amplitud. Trump ha manifestado públicamente y en repetidas ocasiones un gran desdén hacia América central y México, lo que por supuesto es intolerable. Sin embargo, no entendemos porque estos países ven esto como una nueva amenaza, pues desde la administración de Bush Padre se manifestó un menosprecio hacia la región, aunque claro no públicamente sino solamente en los hechos (la idea de la construcción de un muro a la frontera entre México y EE.UU no es nada nueva, pues ya está un muro desde hace más de dos décadas y siempre se han expulsado inmigrantes ilegales a México). Por ello, no entendemos bien porque la gente está tan amarga, pues la única diferencia realmente es que él pone palabras en sus actos y dice lo que piensa. Resulta que ser honesto ahora no es nada bueno, mejor seamos todos hipócritas.

A continuación no queremos seguir la moda y quejarnos del personaje, encontramos muy exagerada la manera de hacer de los periódicos, pues nos cansan a cada rato con artículos poco elaborados sobre lo que dice/hace Trump con el fin de descreditarlo. Tampoco vamos a hablar de su política hacia la región ALC como tal. Lo que sí vamos a debatir es el lado geopolítico desde el punto de vista de México y la oportunidad que constituye la llegada al poder del Sr. Trump para América latina en general y México en particular, pues en nuestra opinión no se trata de una maldición sino de una ganga.

Algo que me llamaba mucho la atención cuando vivía en México era el doble discurso de la gente – tanto los políticos, los economistas como la gente “común y corriente”. Se queja mucho de la proximidad, la colusión y la dependencia de México hacia los EE.UU, pero al mismo tiempo no se propone ninguna solución, como si no existiera ninguna alternativa o como si fuera solamente para quejarse. En México no se marcha por cambiar esta relación de poder a nivel doméstico, pero sí se marcha masivamente en contra de Donald Trump – que es un problema exterior a México.

Nos parece bastante interesante este asunto, pues creemos que en México no se entienden bien los conceptos de amistad y cooperación/relaciones internacionales y efectivamente lo que es importante para que el país pueda avanzar: Trump al poder en EE.UU no es muy relevante para México, o mejor dicho, lo es porque la gente quiere que lo sea y le da una importancia desproporcionada. Me explico: si los mexicanos están conscientes del desequilibrio y de la dependencia hacia los EE.UU, deberían marchar por un cambio en la política exterior de México y no por un cambio en la política exterior de los EE.UU. Lo que se necesita es una toma de consciencia y un cambio de paradigma.

Por su posición geográfica, México constituye un puente entre América latina y los EE.UU. No se trata de negar esto, aunque el país no parece estar consciente/asumir esta responsabilidad puesto que no hace nada para que las relaciones entre los EE.UU y ALC sean mejores. Su política y su economía están completamente dirigidas hacia los EE.UU, aunque no es algo recíproco. Por el otro lado, su cultura y su historia están muy entrelazadas con los países de América latina. En este sentido, se puede decir que su mente está orientada hacia los EE.UU y su corazón hacia América latina, y pues su mente le gana fácilmente a su corazón. Creemos firmemente que ya llegó la hora para que el país se decida por un cambio.

Además, pensamos que esta dependencia no-recíproca hacia los EE.UU es malsana, pues hay que mirar hacia otros horizontes. La cooperación política y económica con el resto de ALC es casi inexistente y los gobiernos sucesivos no parecen a favor de incrementarla: la Alianza del Pacífico es pura teoría, pues no existen iniciativas en su seno y hasta se paga una tasa de reciprocidad entre ciudadanos chilenos y mexicanos al ingresar por vía aérea al otro país. La creación de la Comunidad de Estados latinoamericanos y caribeños (CELAC), por su parte, constituye un gran paso hacia adelante, pero por el momento nada más es un foro de debate del cual tampoco emergen nuevas iniciativas a escala de la región ALC. México, por ser el país más dependiente de EE.UU en la región, debería presionar a los demás países para que se concrete una mayor cooperación y, diríamos nosotros, hasta debería proponer las bases para proceder a cierto nivel de integración a escala latinoamericana y caribeña.

Los EE.UU crearon el TLCAN (el NAFTA por sus siglas en inglés) con México y la OEA con ALC para tener cierto control sobre los asuntos internos de los países latinoamericanos y caribeños. No cabe duda que el TLCAN le haya hecho más daño que favor a México y que la OEA concretamente no haya servido de mucho. La cooperación en materia de lucha contra el crimen organizado y el tráfico de drogas está diseñada para servir los intereses de los EE.UU y no los de México y el balance de comercio está a favor de los EE.UU. Desde un punto de vista ajeno a la región, parece aberrante que México siga así. El futuro está con otros actores que no le van a imponer lo que quieran: en primer lugar están los países de ALC y en segundo lugar, la Unión Europea (UE). Cualquier país necesita un equilibrio, no puede estar dependiente de un solo país/región ya que luego no tiene palanca para cambiar la relación de poder, está sometido a las fuerzas que rigen su único socio y no puede decidir de su destino. Es contrario a la noción de globalización y es exactamente lo que pasa en el caso de México.

En este sentido, vemos dos herramientas en las cuales México debe apoyarse: primero, el Acuerdo Global que rige las relaciones entre México y la UE y que entró en vigor en el año 2000, y segundo la CELAC.

México es uno de los diez socios estratégicos de la UE a nivel mundial. Beneficia en este sentido de una cooperación especial con la UE que no aprovecha a su máximo, pues las relaciones están estancadas desde hace años. El Acuerdo Global entre México y la UE, que abarca muchos temas como la protección de los derechos humanos, la lucha contra la corrupción, la educación superior y la investigación científica, el medio-ambiente, etc., actualmente se encuentra en proceso de modernización para dar un nuevo impulso a esta cooperación. Recordamos que la UE es el mayor contribuidor extranjero a la cooperación al desarrollo de México mediante el financiamiento de programas y proyectos, además de ser el principal inversor extranjero en el país. También se organizan varios tipos de diálogos sectoriales (derechos humanos, etc.) y políticos de alto nivel (Comités Conjuntos, Cumbres, etc.).

Esta cooperación no es perfecta, pero la UE claramente es el socio extranjero de México que más está comprometido con la cooperación al desarrollo del país. La mayoría de esta cooperación es de un sólo sentido, viene del lado de la UE que literalmente proporciona dinero y consejos a México sin que México no tenga nada que hacer. Sin embargo, desde el 2014 la UE gradualmente ha empezado a cansarse de ver que México no está respondiendo bien a esta cooperación, pues parece que solamente quiere tomar el dinero de la UE – o sea de los contribuyentes europeos como yo – y ya. No le da nada en retorno a la UE. No queremos decir que tiene que otorgarle favores a cambio, pero por lo menos podría mostrar cierto grado de agradecimiento, lo que ni siquiera hace, pues toma y no da.

En cambio, ¿qué es lo que hacen los EE.UU para contribuir al desarrollo social, económico y político de México? ¿Otorgan financiamientos para mejorar la situación de los derechos humanos o combatir la corrupción? ¿Invierten millones y millones de dólares en el país? ¿Organizan diálogos sectoriales? ¿Financian proyectos de investigadores mexicanos de I&D? No, nada de eso. Exportan botellas de Coca Cola, papas fritas y Wal Mart ¡y aumenta la obesidad! Éste es el legado de los EE.UU en México. Entonces los EE.UU no contribuyen a nada, pero sí reciben todo el agradecimiento de México. ¿Será que los mexicanos son masoquistas? Además, estamos convencidos de que los lazos históricos, culturales y lingüísticos son mucho mayores con la UE que con los EE.UU. Esto también debe contar a la hora de elegir los socios.

Tienen que despertarse, mexicanos, porque en unos años más será demasiado tarde, la UE no querrá contribuir más al desarrollo de México ni reforzar los lazos porque habrá encontrado otros socios. Nos encontramos en un periodo clave en nuestras relaciones. Por favor, decídanse ahora antes de que sea demasiado tarde.

La cooperación con ALC tampoco se encuentra en una buena etapa, aunque es aún más importante que la con la UE. Los países de la región están frente a los mismos desafíos políticos, económicos y sociales – con ciertas diferencias y grados según los países, pero de manera general sí son similares. Si se considera que el mundo es globalizado y que las relaciones internacionales son inevitables y constituyen una respuesta a la globalización, entonces es sorprendente que la cooperación intrarregional no sea mayor.

Las exportaciones de los países ALC hacia el exterior se contrajeron de un 13% en el 2015 según informa la CEPAL, lo que significa que los socios habituales de la región como la UE pierden interés. Y aún peor, las exportaciones intrarregionales de ALC ¡se cayeron un 21%! Por ello, la integración intrarregional constituye una respuesta efectiva ya que tiene mucho potencial, debe de ser una prioridad para la región. Destaca la CEPAL que “[es necesario] que la región ponga mayor énfasis en el comercio intrarregional, en afianzar la implementación de la facilitación del comercio – para que bajen los costos del intercambio entre los países – y en la coordinación y negociación en bloque frente a los grandes jugadores comerciales internacionales”. Creemos que México, por ser uno de los países más grandes, poblados e importantes de la región, debe mostrar el camino y guiar a los países más pequeños. Eso está en el interés de todos.

No consideramos que la Alianza del Pacífico sea una buena respuesta a este problema, pues abarca solamente a cuatro países. El futuro de ALC no se encuentra en las tentativas de organizaciones subregionales como MERCOSUR, SICA, ALBA o CARICOM tampoco, sino en la CELAC, conformada por los 33 países de ALC. Las demás tentativas sólo pueden constituir pasos hacia la integración regional ya que un bloque de países, al tener una posición común, sí puede llegar a un acuerdo más amplio con otro bloque y hacer de la integración regional un éxito, pero en ningún caso constituyen una solución a largo plazo. Por el momento, confiamos que la CELAC puede convertirse a medio plazo en una alternativa a la OEA sin la tutela de los EE.UU. Hay que avanzar teniendo esta idea en mente. Mientras se concretan las organizaciones de integración subregionales, es lo a que debe apuntar la CELAC.

La UE, en este sentido, lo ha entendido desde la creación de la CELAC en el 2010 y por ello incita la cooperación en su marco al mantener diálogos de alto nivel CELAC-UE, pues es la única manera de negociar de igual a igual y restablecer el desequilibrio estructural de una cooperación/un acuerdo entre un país como México y un bloque como la UE.

Por la dignidad de México, aléjense de los EE.UU e incrementen la cooperación intrarregional con ALC e interregional con la UE. Creen puentes con el mundo y no solamente con su vecino. #RespetoMéxico.

Los inexistentes valores latinoamericanos

Podríamos decir que los “valores” sirven como una hoja de ruta en momentos cruciales de los Estados o Regiones en el mundo. Los valores pueden darnos una luz en la oscuridad y certeza cuando se presenta la duda por parte de los individuos preocupados por las acciones de sus servidores públicos, tomadores de decisiones o líderes políticos.

Sin estos valores, se puede manifestar o motivar la incertidumbre, la inseguridad, el miedo, la amenaza o la violencia. Estos valores pueden contener los elementos más básicos para el desarrollo individuo y del individuo en la sociedad.

Por otro lado, los valores pueden confrontarse en una movilización internacional de ideologías o en un debate de ideas entre regiones que implicaría ya sea la fortaleza, mejora o supresión de dichos argumentos.

Los valores son comunes en una región dada, pero también pueden existir intereses comunes con otras regiones del mundo.

Actualmente, el tema ya no sólo es la parte elegante de una declaración o acuerdo para ofrecer esperanza a los habitantes de un país que sufre por el hambre de poder y riqueza por parte de líderes políticos u otros actores.514bc865f2c73_510x338

El tema llega a  nuestras computadoras u ordenadores, celulares o móviles a cualquier hora del día. Dicha tecnología  puede coadyuvar a una mayor integración de la población latinoamericana y caribeña. A pesar de que existen fronteras físicas, no debemos motivar fronteras virtuales dentro de una nación llamada Latinoamérica.

La Unión Europea señala en el Tratado de Lisboa seis valores comunitarios[1]

  1. El respeto a la dignidad humana
  2. La libertad
  3. La democracia
  4. La igualdad
  5. El estado de derecho
  6. El respeto a los derechos humanos

y que tienen como finalidad promover la paz y el bienestar de los pueblos.

Ahora bien, para tener alguna pista de los valores latinoamericanos, nos hemos remitido a la Declaración política de la V Cumbre de la Celac del 25 enero de 2017 en la República Dominicana[2].

Dicho documento comienza con el siguiente preámbulo: “Unidad dentro de la diversidad e integración latinoamericana y caribeña por el bienestar de nuestros pueblos”. Por lo tanto, se establece como una premisa y el documento debería estar impregnado de la idea anterior.

La Celac se declara como un instrumento para la promoción de los intereses comunes. Nosotros agregaríamos “y de los valores latinoamericanos”, pues los intereses comunes no necesariamente son los de sus habitantes, pueden ser intereses de gobiernos o empresas multinacionales.

Se señala que el respeto y la confianza son características necesarias para que los gobiernos logren la integración política, económica, social y cultural de la comunidad. Este argumento hace ruido porque da la impresión de que los países se sienten amenazados el uno del otro. Además, se enfoca en el Estado.

Se promueven la paz y el desarrollo inclusivo y sostenible de los pueblos para la erradicación total del hambre y la pobreza. La región habla de la pobreza, pero también la pobreza se traduce en riqueza para algunos actores internacionales. La declaración enfatiza el apoyo financiero internacional, pero éste en muchos casos no es en beneficio de las sociedades ya que los Estados pueden quedar endeudados o modificar su estructura social en pro de la erradicación de la pobreza.

Hacen alusión de principios como la soberanía, la integridad territorial y la no injerencia en los asuntos internos de los Estados, el diálogo entre las naciones, la solución  pacífica de controversias y la prohibición de la amenaza o el uso de la fuerza. Se trata de fortalecer el multilateralismo. Estos principios también manifiestan el deseo de que los Estados queden blindados frente a amenazas del exterior. Sin embargo, dónde queda un principio que haga alusión a sus habitantes, a los individuos, a las personas?

La Celac invita a establecer políticas públicas adaptadas a cada estado de modo equilibrado, inclusivo, sostenible, innovador y seguro. Llama mucho la atención: de nuevo, deben estar adaptadas a cada Estado, otra vez el Estado y su protección quedan en primer lugar.

Con lo anterior, no se desea la fractura del Estado si consideramos que es la que vela por los intereses de sus ciudadanos. Un Estado que no debería estar manipulado por intereses de ciertos grupos de poder. Un Estado, al final de cuentas, se fortalece con el bienestar de sus habitantes, debería existir una colaboración entre las instituciones del gobierno y la gente por la que trabajan; servidores públicos y ciudadanos.

Finalmente, se hace mención de los “valores” (¿podrían ser los valores latinoamericanos?) como son:

  1. La democracia
  2. El acceso al poder y su ejercicio son sujeción al Estado de Derecho
  3. El respeto a las facultades institucionales de los distintos poderes del Estado y el diálogo constructivo entre los mismos
  4. La celebración de elecciones libres, transparentes, informadas y sustentadas en sufragio universal y secreto como expresión de soberanía del pueblo.
  5. La participación ciudadana
  6. La justicia social
  7. La igualdad
  8. La lucha contra la corrupción (Estado de Derecho)
  9. Respeto a las libertades públicas reconocidas en los instrumentos internacionales

De nueva cuenta, nos confrontamos a valores destinados a la protección del Estado y su legitimidad por el pueblo, pero qué pasa cuando las opciones con las que se cuentan están contaminadas por intereses de ciertos poderes? Al final, se legitiman malos gobiernos, el pueblo legitima su propia destrucción.

Además, es bueno que puedan reconocer el respeto a las libertades públicas reconocidas por los instrumentos internacionales, pero también es mucho detalle, es como tener una libertad pero hasta aquí y no más. Esto es la manifestación de una libertad limitada, hasta donde sea conveniente por el Estado.

Regresando con los valores de la Unión europea, queremos subrayar uno en especial:

  1. El respeto a la dignidad humana

Después de repasar algunos puntos de los supuestos valores latinoamericanos, la UE pone atención a la calidad humana y es algo que no se menciona en los valores latinoamericanos. A Latinoamérica se le olvidó la persona, el individuo y sus necesidades básicas.

La UE resume todo lo que los “Estados latinoamericanos supuestamente desean” en una sola frase: el Estado de Derecho. Latinoamérica le da vuelta al respeto a la ley y con los derechos humanos es sólo un compromiso.

Como conclusión, es difícil decir que América Latina y la Unión Europea comparten valores. Latinoamérica no tiene valores y son valores que protegen y sustentan sistemas e instituciones de gobierno, que como ya hemos visto no incluyen a la persona. Son valores que van desde las instituciones de gobierno para su protección desde el interior y desde el exterior.

Frente a la actual coyuntura internacional, Latinoamérica debería motivar un debate regional sobre el tema de sus valores, mismos que se deberían manifestar al interior como al exterior y que reflejen los intereses regionales de sus ciudadanos. Los valores nos pueden dar mayor estabilidad en tiempos de incertidumbre o amenazas.

[1] https://www.agpd.es/portalwebAGPD/internacional/common/Trat_lisboa.pdf

[2] http://www.presidencia.gob.sv/wp-content/uploads/2017/01/Declaración-Política-de-Punta-Cana-V-Cumbre-CELAC-25.01.2017.pdf

Ein Brief an… Angela Merkel, die letzte bemerkenswerte Staatsoberhaupt der EU

Die europäische Union ist eine Union von Völkern, die zugleich viel und wenig in gemeinsam haben. Viel, denn ihr Alltag ist ähnlich und ihre Geschichte untrennbar. Wenig, denn jedes dieser kleinen Länder besitzt seine eigene Kultur, seine eigene Sprache und daher auch seine eigenen Spezifitäten. Im Laufe des letzten Jahrhunderts hat Deutschland viel gelitten. Es hat es verdient und bezahlt dafür immer noch den Preis. Es wurde jedoch dazu fähig, sich allmählich wieder zu erheben und seinen Platz in der heutigen Welt zu finden. Heutzutage sind die jungen Deutschen, die ich kenne, keine kriegslustigen Menschen. Sie sind einfach nur junge Menschen, wie man sie europaweit findet. Und die jungen Menschen durchaus der EU nehmen diesen jungen Deutschen keineswegs übel.

Meine Großeltern – die immer noch leben – haben den Krieg erlebt. Sie haben verzogen. Als ich begonnen habe, Deutsch zu lernen, haben sie mir gesagt „Wenn es dich glücklich macht, dann sind wir auch glücklich“. Sie vergessen nicht, aber sie sind sich auch daran bewusst, die heutigen und künftigen Generationen sollen in keinem Fall das Gewicht der Vergangenheit auf seinen Schultern tragen. Die haben sogar Deutschland und Österreich besucht, insofern als sie dort in den 90er im Urlaub gefahren sind.

Auf meiner Seite habe ich Deutsch weiter gelernt, zuerst im Collège, dann im Gymnasium und dann an der Uni. Die Möglichkeit – die Chance – habe ich sogar gehabt, in Deutschland mit dem DAAD und in Österreich mit Erasmus zu studieren, durch die Welt zu reisen und viele junge Deutsche kennenzulernen.  Auch wenn unsere Charaktere etwas verschieden sind, sind wir trotzdem kulturell ziemlich ähnlich. Ich bin außerdem blond, habe blaue Augen und bin sehr weiß, sodass viele Leute es beim ersten Anblick glauben, ich sei Deutsch. Aber bevor ich Französisch oder Deutsch bin, bin ich einfach ein junger Mensch, der Fremdsprachen kann. In Europa handelt es sich in meinen Augen davon. Täglich stehen wir mit aus anderen Ländern jungen Menschen in Verbindung, und wir denken daran nichts: es ist ganz normal geworden. Wir sind daran gewöhnt, wir werden Freunde, als ob wir aus demselben Land kamen – zumindest diejenigen, die die Möglichkeit gehabt haben, zu verreisen, im Ausland zu studieren, Fremdsprachen zu lernen. Wir nehmen einen Autobus, einen Zug oder einen Flugzeug kontrolllos. Grenzenlos. Wir befinden uns in einem anderen Land ohne Barriere. Wir verlassen uns aufeinander. Alles scheint, in Ordnung zu sein.

Aber das stimmt doch nicht. Die EU macht eine Krise durch. Und wenn die EU eine Krise durchmacht, dann sind unsere Führer daran schuld. Ebenso nationale wie europäische Führer, die dazu unfähig sind, sich miteinander zu einigen. Denn wir, die jungen Franzosen, Deutschen, Österreicher, Tschechen, Griechen, Engländer, Letten, usw. sind oft miteinander einverstanden und solidarisch. Das heißt, das Problem kommt von den „alten“ und den führenden Klassen.

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Ich habe die modernen deutschen Bundeskanzler immer bewundert: Kohl, Schmidt, Schröder und Sie, Frau Merkel. Besonders Sie, denn sie sind am Ruder, seit ich das Alter habe, mich für die Politik und die EU zu interessieren. Sie sind nach dem „goldenen Alter“ der EU am Ruder angekommen, nach der Einsetzung des gemeinsamen Binnenmarkts, des Schengen-Raums, Erasmus, der gemeinsamen Währung, usw. Anders gesagt: nach Konzepten, die für einige gebeutelt sind, wozu die Krisen der Subprimes 2007, der Arbeitslosigkeit, des Brexits, der illegalen Immigration, des Populismus und Griechenlands, sich hinzufügen.

Als Zugpferd der EU erwartet man viel von Deutschland und von Ihnen. Man erwartet, dass Sie dieses sinkende Boot retten. Und wenn ein Problem nicht sofort gelöst wird oder ein neues vorkommt, dann wird Ihnen die Schuld gegeben. Die EU gibt Ihnen die Schuld, denn Sie würden sie verwenden, um die Interessen Ihres eigenen Lands wahrzunehmen. Die anderen europäischen Staatschefs lassen es sagen, das passt Ihnen immerhin. Auf diese Weise sollen sie keinen Verantwortungsstück auf seinen Schultern tragen, was das heutige Debakel der EU betrifft, auch wenn sie sich verweigern, mutige Entscheidungen zu treffen. Und Ihr Beliebtheitswert sinkt – zugleich Europaweit und innerhalb von Ihrem eigenen Land. Das Thema besteht aber doch darin, die Probleme Deutschlands sind die Probleme Europas. Die Probleme Frankreichs sind die Probleme Europas. Die Probleme Ungarn sind ebenfalls die Probleme Europas. Usw. Und die können nur durch EU-Konsens gelöst werden, das müssen wir alle verstehen. Ohne Konsens werden keine Lösungen auftauchen, und Probleme sammeln sich also an, denn es gibt oft keinen Konsens. Die Probleme der 28 – 27 wie Sie es in Ihren Reden schon sagen – können Sie nicht alleine lösen. Ich bin mit den von Ihnen vorgeschlagenen Lösungen nicht immer einverstanden, aber ich respektiere sie, weil Sie wahrscheinlich die einzige Staatsoberhaupt sind, deren Vorschläge hieb-und stichfest sind. Die Sparpolitik in Europa, die „Bereinigung“ der griechischen Krise, etc. wurden zwar von Ihnen vorgeschlagen und unter Ihrem Druck festgelegen, aber am Ende hat sie die ganze EU akzeptiert. Das war doch ein Konsens und auf keinen Fall eine unilaterale Entscheidung. Wieso wurden diese Ideen akzeptiert? Weil die anderen Führer keine andere Idee oder keinen anderen Plan hatten. Und das wird Ihnen unter der Wahrung vorgeworfen, es sind unbeliebte Entscheidungen. Die Wahrheit ist aber doch, alle verstecken sich hinter Ihnen.

Man sagt, Sie seien gefühlskalt und unsensibel. Wenn ich mich Ihre Reden anschaue, dann sehe ich zuerst und vor allem eine von den Verantwortungen gezeichnete, erschöpfte Frau. Ich sehe eine vernünftige, vernunftbegabte Frau, die Überzeugungen hat. Ich sehe eine Wissenschaftlerin. Ich sehe eine strenge Frau, die sich bemüht. Ich sehe eine ehrliche, diskrete Frau. Ich sehe eine fleißige Frau, die ihren Besten gibt. Kurz gefasst: ich sehe einen Mensch, der (zu) viele Verantwortungen hat. Gefühlskalt? Vielleicht, vielleicht nicht. Und dann?

Wer ich außerdem nicht sehe, ist eine Frau, die ihr ganzes Leben davon geträumt hat, Bundeskanzlerin zu werden. Ich sehe keinen persönlichen Ehrgeiz in Ihrem Tun – ganz im Gegenteil zu vielen Führern der Mitgliedstaaten und der EU-Institutionen. Ich sehe keine Frau, die korrupt aussieht, am Geld interessiert ist und vom Privatsektor gedungen ist. Ich sehe keine Elitedenkerin. Kurz gesagt: ich sehe keine Politikerin. Und das ist ganz genau, was ich in Ihnen mag, was in meinen Augen Ihre Sympathie macht: oft reicht es, dass ein Staatschef kein ausgebildeter Politiker ist, damit wir ihn mögen. Denn Politiker haben heutzutage einen schlechten Ruf: sie sind alles, was Sie nicht sind, und sie sind nichts, was Sie sind. Also ja, ich bewundere Sie, ich vertraue Ihnen. Ich bewundere Ihren Mut, Ihre Menschlichkeit, Ihren Humanismus, dass Sie die Tür vor der Nase der Migranten nicht geknallt haben, dass Sie sich eines anderen belehren lassen, dass Sie sich nicht aufblasen lassen, wenn Sie eine Wohltat begehen.

Im Moment sind Sie meiner Meinung nach der einzige Führer, der wirklich europäisch ist. Ich glaube sogar, viele junge Europäer sind derselben Meinung. Und ich glaube auch, es ist wichtig, es zu betonen – oder wenigstens, die Leuten daran zu erinnern. Es ist wichtig, dass wir, die europäische Jugendlichkeit, uns bei Ihnen für Ihre Arbeit zu Gunsten von uns allen bedanken. Wir haben die nationalen Staatschefs, die die EU wegen ihrer heimischen Probleme ständig zurechtweisen und die europäischen Führern, die die Mitgliedsstaaten wegen ihrer Funktionsstörungen ständig zurechtweisen, satt, weil sie einfach keine Lösung finden können. Ich wende mich daher an Sie, Frau Merkel, nicht als junger Franzose, sondern als junger Europäer: vielen Dank. Vielen Dank für alles, was Sie machen, denn ohne Sie wäre die EU schon längst im Wasser versunken. Ich träume von einer EU, die ihre Werte nicht leugnen würde, die gerecht wäre, in der alle dieselben Möglichkeiten hätten. Sie ist im Moment leider sehr weit von diesem Ideal entfernt.  Aber ich bin ein Europäer. Sie sind eine Europäerin. Wir sind alle Europäer und Europäerinnen. Wir müssen uns daran bewusst sein.

Es ist mir schon klar, ich habe kein Recht, Sie das zu fragen, aber das mache ich trotzdem: kämpfen Sie um die EU fort, lassen Sie uns nicht zurück. Halten Sie sich die Treue, halten Sie den europäischen Werten die Treue – vielleicht doch mit weniger restriktiver EU-Haushaltspolitik! Mit der Wahl von Donald Trump sehen wir gerade schon bei einem anderen Weltordnungsentwurf zu: die Vereinigten Staaten, das Vereinigte Königsreich, Israel, Russland und China verstehen sich ganz gut. Es gibt Chaos im Mittleren Osten. Die EU soll auf jeden Preis solidarisch sein. Die Mitgliedsstaaten können es sich nicht leisten, alleine zu sein: wir sind einfach zu klein. Wir müssen uns auch verstehen und solidarisch sein, uns aufeinander verlassen können. Wir brauchen Einheit. Das wäre im Übrigen keine schlechte Idee, unsere Kooperation mit Lateinamerika und der Karibik zu vertiefen, insofern als sie in der Einflusssphäre der Vereinigten Staaten wahrscheinlich nicht längst bleiben werden.

Ich weiß ja, eine Ermunterungsbotschaft kann sich als rettend erweisen. Nun aber neigen wir dazu, es zu vergessen, dass sogar ein Staatsoberhaupt ab und an eine solche Botschaft brauchen kann. Sie, Frau Merkel, verkörpern die Seele der EU und das verdient, dass wir, die EU-Bürger, es erkennen.

Verzeihen Sie mir mein Deutsch – ich habe fast kein Deutsch in den letzten acht Jahren gesprochen – aber ich habe mein Bestes getan, genauso wie Sie.

Laurent, ein überzeugter Europäer